quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Lady Godiva - Personal Statement

Bem na época da escrita do Personal Statement (que, à pedidos, postarei no fim do post), por meio de um amigo que pesquisou a fundo sobre Coventry, a fim de - talvez - incluir alguma referência da cidade, acabou conhecendo a fantástica lenda da Lady Godiva. Eu só não esperava que ela tinha as proporções que eu descobri a pouco tempo. 

Lady Godiva depicted by Pre-Raphaelite artist John Collier, circa 1898

A Godiva é essa gata aí, em cima do cavalo, e a lenda dela é mais ou menos assim. O marido dela, chamado Leofric, estava cobrando uns impostos meio altos para a população de Coventry, e a Godiva intercedia incansavelmente pelo cidadãos sem êxito. Até que certo dia, o marido dela disse que primeiro ela teria que antes cavalgar nua pela cidade para que ele pudesse sequer ouvi-la. Ela pegou ele na palavra e aceitou o desafio. Só que a Godiva não era uma menina besta, como o belo quadro do John Collier a pinta. Ela ordenou que toda a população entrasse em suas casas e fechassem suas portas e janelas, facilitando e muito o seu trabalho.

Todos os cidadãos assim o fizeram, com exceção de um, Peeping Tom. A lenda diz que ele foi o único que desobedeceu a Godiva e a viu, ficando cego (?). Acontece né? Lendo sobre a dita cuja na Wikipédia, descobri que esse é um dos mais famosos exemplos do Voyerism. Chocante. Ainda segundo a Wikipédia:

A male voyeur is commonly labeled "Peeping Tom", a term which originates from the Lady Godiva legend. However, that term is usually applied to a male who observes somebody through their window, and not in a public place.

Obviamente tem uma estátua da Godiva bem no meio de uma praça de Coventry.



E as surpresas não estão nem começando. Certo dia eu ia passando por essa mesma praça que tem a estátua da Godiva, quando ouço o relógio tocando, e ao olhar pra ele, vejo que tem uma Godiva saindo de dentro dele. Primeiro que eu sempre achei sensacional esse tipo de relógio, e ainda mais com essa referência história tão legal. Se você prestar atenção, pode ver o Pooping Tom observando-a de cima.


E quando eu achei que não tinha como a Godiva assumir proporções maiores que isso, escuto aleatoriamente uma música do Queen, chamada Don't Stop Me Now. Um dos versos da canção diz assim:
I'm a racing car passing by like Lady Godiva
Godiva muito ninja do mundo.

Agora falando do Personal Statement pros mais interessados do Ciências sem Fronteiras, vou colocar o meu aqui abaixo, pra vocês terem mais uma ideia/modelo de como é mais ou menos. Não esqueçam que não se pode copiar nem mesmo trechos porque eles tem um banco com todos os textos e são muito rigorosos quanto a cópia. Então, isso serve apenas para vocês terem uma base, sei lá, criar inspiração para escrever a de vocês. Eu mudei a minha mil vezes, passei 1000 vezes lendo e relendo, e no fim já achei que não tinha mais graça. Peça opiniões de amigos, porque eles te conhecem e podem com propriedade falar algo até sobre aspecto de personalidade. Até um amigo inglês leu e mudou algumas palavras que eram americanizadas e eu não sabia. 

Minha Personal Statement ficou mais ou menos, mas eu fiquei bastante satisfeito com ela no fim das contas, espero que isso sirva de ajuda. Mais uma coisa, não deixem pra fazer na última hora porque isso é desesperante e você precisa resumir sua vida e suas qualidades em alguns parágrafos. Boa sorte para os novos futuros intercambistas.

PS.: Não sei se essa foi a última versão, mas foi a última que encontrei.

For as long as I can remember I have always liked Maths. In year 5, I could confirm not only my passion but also my ability through the ‘Olimpíada Pessoense de Matemática’, winning a bronze medal and, in the next year, a silver medal. From this, I have started to become more curious and creative, opening broken electronic devices, and trying to create contraptions. Finding out what I wanted to study was not difficult. It had to be engineering: and the most attractive was Electrical Engineering. It was everything I had expected and a little more.

Already in my second semester in UFCG, I entered a project in the Laboratory of Embedded Systems and Pervasive Computing financed by Samsung. We were a research group of 15 members developing our own applications for mobile devices using Bada technology. Programming at Embedded, I truly understood how to work under pressure with very short deadlines. Thus, I learnt that through teamwork and a good planning, we can reach our goals. All my effort was paid off by the satisfaction to see our softwares available in Samsung’s store: a project being concretised.

Another very significant activity is to be an Undergraduate Teaching Assistant of Environmental Sciences tutored by Patrícia Hermínio. By assisting the professor in some classes and providing service hours for students to help them with their doubts, I could develop my abilities to express myself orally and increase my confidence to keep focused when I am speaking in front of people.

There are some areas which I am very interested in studying, starting with Environmental Technology. My ecological awareness leads me to bring, beyond innovation, solid proposals to work side-by-side with nature, deciphering it and applying this knowledge to benefit society. Automotive Engineering also fascinates me. When focused on Pervasive Computing and using Intelligent Systems, we can develop ways to provide a more secure traffic as well as increasing precaution against accidents.

Even before choosing my course, United Kingdom was my first choice. I had already identified with this country, full of responsibility, tradition and a solid culture which does not lose its importance and value over the generations. The opportunity to study somewhere that inspired some of my favourite idols to write books and compose songs is almost unbelievable. I would be surrounded by wonderful landscapes, living unique experiences at the same time, I would not just continue my degree, but also raise my level of knowledge of the renowned British Universities.

          If I have the chance to do the exchange program, I will remain focused and determined in order to absorb every experience possible and to achieve the goals set. More than that, I want to be a positive difference by contributing to the university that is within my reach. I believe my independence and maturity acquired by already living alone and studying in another city, will help me even more to enjoy in every way, whether educational, social or cultural. I hope one day I can look back, remember the good times I had and say that I studied in one of the best universities in the UK.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bloqueei o presidente Búlgaro

Hoje faz um mês que cheguei ao UK. Não é bem algo que se comemora, porque agora você pensa "ah, só faltam 11 meses." Esse um mês parece uma vida de tanta coisa que já fiz, parece que moro aqui a bastante tempo pela rotina com a qual já me acostumei. Tem sido bem divertido postar aqui no blog - que acaba virando um diário de viagem - pelos comentários e elogios que venho recebendo. Que bom que estão gostando, apesar das poucas - que parecem muitas - postagens. Vem muito mais coisa aí pela frente. Viagem à Londres, por exemplo. Enfim, obrigado pelo feedback positivo, e estou aberto a sugestões de postagens, caso alguém queira fazê-las. 

1 mês no UK. Animação, só que não.

Depois do primeiro encontro com a Coventry Portuguese Speakers Society, acabei vendo uma publicação sobre um horário de vôlei, possivelmente uma partida com membros. Me interessei e resolvi ir. Domingo às 19:00, horário inconveniente se eu tivesse algo melhor pra fazer ou se tivesse aula na segunda pela manhã, mas como eu não tinha nem um, nem outro, fora que adoro vôlei, topei fácil. Fomos eu e uma amiga, nos encontrar com a organizadora do 'evento'. Ao chegarmos no horário marcado, só havíamos nós 3. Me desanimei, mas depois acabei pensando que me divertiria jogando controle, foi quando ela simplesmente partiu em direção a quadra. 

Chegando ao destino, descobri que não era bem aquilo que eu estava pensando. Estávamos indo para um treino na sociedade de volleyball de Coventry. Veja bem, eu gosto de vôlei, mas não o suficiente pra me iludir achando que tenho capacidade pra jogar profissionalmente, pelo menos não por agora. Já estávamos ali, não íamos voltar atrás. O frio na barriga pareceu criar vida e se estabelecer. A quadra estava fechada, e por ser domingo, não dava acesso por fora. Não sei como o primeiro fez pra entrar na quadra, vai saber. Batemos na porta, até que alguém surgiu e abriu por dentro. O fim do treino de cheerleaders estava acontecendo.



A visão que tive dos jogadores de vôlei não foi das mais agradáveis, no sentido de que todos pareciam jogar bem. A maioria eram búlgaros, e altos. Haviam 2 meninas, além das duas que vieram comigo. Meninas no grupo, pelo menos significa que o treino não seria tão pesado. Assim eu esperava. Fiquei num canto, esperando ver o que ia acontecer. Armaram a rede, e daí então, começou o aquecimento. Todo mundo estaca se alongando, entrei na onda. Braço pro lado, braço nas costas. Flexiona perna, estica perna. Depois um corrida de leve, em torno da quadra, convidados pelo primeiro búlgaro. 

Depois partimos pro aquecimento com a bola. Fiz aquecimento com a Dani, que veio comigo. Não sabia o que era mais humilhante, ver os outros se aquecendo perfeitamente, ou tentar me aquecer sem conseguir manter a bola muito tempo sem cair no chão. Sobrevivemos. Um grupo de pessoas começou a se reunir, o treino começava, de uma forma bem inesperada. Começamos jogando tênis. Sim, tênis. Como funcionava, dividiram o grupo em dois times, metade de cada lado da quadra. Uma fila de pessoas se formou. O objetivo do jogo, nas palavras do búlgaro, era 'screw with the other time' (lascar com o outro time). Como? Basicamente, você só podia dar um toque na bola, de manchete, no caso, e devolver a bola pro outro lado, dificultando a vida deles.

Bem fácil na teoria, mas demorou umas 2/3 bolas pra eu pegar o jeito, depois não errei mais nenhuma. Quando de fato peguei o jeito, fui tentar 'screw' com o outro time, jogando a bola bem fraquinha próxima a rede. Errei. Mas não desisti. Duas bolas depois, eu acertei. Ponto. \o/ Para minha surpresa, um búlgaro começou a esculhambar o que tinha perdido meu ponto, creio que fizesse parte do time principal de vôlei e não pudesse perder ponto pra um novato como eu. Num momento aleatório, só ouvi o cara falando algo e todo mundo se abaixando. As mulheres fazendo abdominal e os homens marinheiro. Ouvi um número. Dez. Pensei que nunca ia conseguir fazer 10 marinheiros ali. Injeção de adrenalina funciona, nunca eu fiz 10 marinheiros tão rápidos e eficientes. 

Passamos dessa parte e partimos pro treino de verdade: levantadas e cortes. Primeiro do lado esquerdo da quadra. Você jogava a bola pro levantador, que obviamente, levantava a bola pra você cortar. A primeira bola que eu joguei, voltou pra mim, a qual mandei pro levantador, que devolveu pra mim - pausa mental de 'Porque ele está devolvendo as bolas?' até que saquei nesse milésimo de segundo que eu tinha que jogar a bola bem alto pra ele poder levantar - retornei a bola alta e por fim, recebi o levantamento para o corte. Fail. 

Foram muitos fails até que eu acertasse uma bola dentro da quadra de modo efetivo. Acho que acertei umas 3 no máximo. Rede altíssima, eu não tenho treinamento nisso, então fiquei satisfeito. O lado foi invertido pro direito. O processo se repetiu. Pausa mais uma vez. Eu não estava sendo o pior do treino, felizmente, sempre tem um gordinho que é pior que você, a não ser que você seja o gordinho, mas como eu sou o magrinho, eu não era o gordinho, errrr... Enfim, eu não era o pior, e com isso já estava bastante satisfeito.

Agora era a vez dos saques. Meus saques não são ruins, só que costumo sacar por baixo. Só que se eu sacasse por baixo, EU ia ficar por baixo também. Então fui sacar batendo na bola - sem ser saque viagem, claro. Errei a primeira, e incrivelmente acertei todas as outras, e olhas que foram muitas. Talvez tenha errado mais uma no meio. Saque accomplished. Detalhe que quando você queria sacar, você fala alto - no limite de gritar - SERVE. Depois disso, vinha a parte mais aterrorizadora, o jogo de fato.

O presidente búlgaro saiu pegando as pessoas em sequência e dizendo '1' e '2' alternadamente. Fiquei no time 2, que deu mais sorte do que o time 1 em questão de elenco. Haviam 8 de cada lado, e como todos sabem, no vôlei são só 6 de cada lado. Pra ficar rotacionando os jogadores, se você errasse o seu saque, você estava fora. Felizmente meu saque era confiável. Saí algumas vezes, mas não entendi bem o motivo/lógica da saída, mas enfim. Comecei do lado de fora, até que chegou minha vez de entrar. Você começava pela posição de saque - sem sacar - e ia girando de posição normalmente. Eu praticamente nem pegava na bola, tinha muito craque no meu time, uma ou outra eu peguei. 

O desastre foi quando cheguei na posição de levantador. Detesto levantar, é muita pressão. Todas os segundos passes vem obrigatoriamente pra você. Levamos uns 6 pontos seguidos. Não ria de mim ainda, porque o mundo dá voltas. Saímos dessa situação quando um búlgaro se jogou na minha frente e levantou um bola direito. A organizadora da sociedade xingou muito o cara que fez isso, deixando-o até vermelho. Mas eu estava feliz com a situação, queria sair da posição infernal. Troquei com alguém que estava do lado de fora e bati um papinho com um cara o suficiente pra saber que ele era da bulgária e pra dizer que eu era do Brasil e escutar o tradicional: "Oh, Brasil? I love Brasil."

Entrei novamente, cheguei até a posição de levantador novamente. Quem estava de levantador do outro lado era somente o presidente búlgaro. Ele é tipo muito alto. Tanto que ele só ficava com os braços estirados e passava as bolas tranquilamente. Uma das bolas que voltava do lado adversário, veio baixa, e com isso o cara só ia dar um toquinho pra passar a bola pro nosso lado. O que ele não esperava era meu pulo bloqueando aquela bola. Pra surpresa de todos e principalmente minha, eu havia bloqueado o presidente búlgaro. Resultado: chacota nele.

O treino terminou um pouco depois. Passou num piscar de olhos. Decidi que voltaria. Com certeza voltaria.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Kasbah

Na sexta, ocorreu o primeiro encontro da Portuguese Speakers Society (Sociedade dos falantes do português - a tradução ficou estranha). Ao chegarmos em Coventry, descobrimos que na universidade existia uma sociedade específica para as pessoas que falam português, e claro, ela acolheu todo o grupo brasileiro, até porque é administrada por um. Fomos a esse bar no The Hub. Calma, deixa eu falar o que é o The Hub. É um prédio, fenomenal, para os estudantes. Você só entra se tiver o cartão, aquele que fiz no primeiro dia da universidade, e com ele você literalmente abre portas. É muito legal.


The Hub, o prédio da esquerda. No fundo, a catedral de Coventry.

Vista do terceiro andar do prédio The Hub.


Nest (ninho)

Então, você viram que o prédio é bem moderno, e as instalações são bem aconchegantes, com destaque para os nests. Não há nada como deixar num destes para um descanso de algumas horas minutos entre as aulas. As aulas ocorrem em outro prédio nas redondezas deste. O The Hub ainda abriga uma praça de alimentação, lojas de conveniência, o café Costa e um bar chamado Square One, que foi justamente onde aconteceu a reunião da sociedade. Por último, mas não menos importante, uma sala que de dia é cinema e à noite é boate.

Pós encontro da sociedade, acabamos indo para uma nova boate em Coventry, chamada Kasbah. Pouco tinha ouvido sobre essa boate. Quando chegamos lá na frente, havia muita gente, bem diferente da outra que eu tinha ido, mas tinha muita gente fantasiada. Toda sexta, quem vai fantasiado, não paga a entrada '-' É pessoal, tem gente que se presta a essas coisas (se eu soubesse, tinha ido fantasiado também) Primeira fantasia que vejo é coelhinha, depois tem uns caras fantasiados de gregos (túnica, louros na cabeça...) Acho que deu pra imaginar já. A questão é como essas criaturas chegaram lá sem uma hipotermia. 

Já dentro da boate, a fila para o cloakroom(sala onde guardam-se os casacos) já deu pra notar a vibe. Por coincidência ou não, estávamos na noite da Kinky Party, com anúncios dizendo que se você comprasse tal bebida teria chance de ganhar, digamos, brinquedinhos. A boate basicamente tinha duas partes, em uma, um ambiente mais calmo, pelo qual só entrei porque subimos pro lado errado, e o outro, o geral da mundiça, vulgo nós. Diferentemente do Carey's, tocou muita música boa e conhecida de ritmos bem ecléticos. Pra todo lado que a gente olhava tinha gente fantasiado de alguma coisa engraçado. Haviam uns 6 smurfs, todos com o rosto pintado de azul, com o gorrinho branco e tudo. Tinha todo tipo de coisa.

Tudo rolava bem, até que a boate começou a encher muito, muito mesmo. Subi para o primeiro andar, que são como que varandas, com mesas e um sofá acolchoado em volta. Era bem mais tranquilo lá em cima, então ficamos um bom tempo lá. Começou a fazer muito calor, porque eu estava com as roupas de frio, e o esquema pra sair a noite, é sair com roupa normal e passar frio na rua, senão você vai passar calor dentro da boate. Acabamos descendo, porque embaixo obviamente fica mais frio, foi quando o maldito DJ decidiu tocar música indiana. Não me entendam mal, não tenho nada contra esse tipo de música, apenas que quando eles dançam, eles levantam um braço e fica um vudum insuportável, fora isso, nada contra.

Como se já não fosse o bastante o fedor mais o aperto de uma multidão, começaram a jogar algo líquido(?) pra cima. O primeiro foi só aquele respingo d'água sobre nós, mas depois jogaram um copo completo, que felizmente não caiu em mim, mais infelizmente na pessoa que estava ao meu lado. Isso foi a gota d'água. Era hora de ir embora. 

Esqueci de citar que haviam duas dançarinas que ficavam uma de cada lado da mesa do DJ. A princípio, elas passavam despercebidas, porque ninguém fica olhando pra cima, mas depois que você nota, fica difícil de tirar os olhos. Gravei um vídeo dela dançando. Meninas, aprendam.


E o outro vídeo aqui abaixo, é o DJ interagindo com os Cov Students, Cov = Pessoal de Coventry.


Obs.: Esqueci de dizer que tocou UMA música brasileira, levemente reconhecível só que não.


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

British Culture / Personal Attacking Alarm

Ao passar pela universidade encontrei um folder dedicado a estudantes internacionais e decidi ver o que tinha de bom nele. Achei muitas informações úteis e outras bem engraçadas e bizarras, as quais comentarei agora.

Acerca da cultura britânica:

Pay-as-you-go
I f you go out to a pub expect to pay for your drinks as you order them at the bar.

É bem estranho isso, mas de fato em todos os pubs são assim. Como vocês já estão cansados de saber, eu não bebo, mas partindo do pressuposto de alguém que beba, imagine comprar cervejas mil vezes, indo todas as vezes e tendo que fazer pagamentos separados. Existe limite mínimo pra pagar as coisas no cartão de débito, então geralmente paga-se com dinheiro. Supondo que o valor da bebida seja quebrado, você vai simplesmente encher os bolsos de moedas pra sempre.

Clothes
You might be shocked at the first way some people dress in the UK. You will soon discover that the English dress to please themselves and even to show their independence from fashion and accepted norms.

Isso é bem legal, na teoria. As pessoas aqui de fato de vestem muito estranhamente. Outro dia num pub, tinha uma criatura de gata. Sim, com o nariz pintado, o desenho de pelos no rosto e tudo mais - não lembro se tinha rabinho. Tenho ainda uma foto pra comprovar o gosto 'excêntrico' das inglesas.

Sem palavras pra descrever isso.

Tamancos da mulher do falcão. 

Mas uma coisa bastante interessante que eu estava pensando era que nós brasileiros somos uma mistura de raças e dessa forma somos diferentes uns dos outros, enquanto os ingleses são bem parecidos fisicamente, distinguem-se pelo modo como se vestem, totalmente diferentes uns dos outros.

The three most important words
It is very good manners to say 'please' and 'thank you'. It is considered rude if you don't. You will notice in England they say 'thank you' a lot and often 'cheers' instead of thank you. The third essential word is 'sorry'. If you accidentally bump into someone, say 'sorry'. They probably will too, even if was your fault! This is a habit and can be seen as very amusing by an 'outsider'.

De fato, isso ocorre todos os dias. Ingleses são educação em pessoa, com exceção dos jovens, em geral. Mas mesmo que esbarrem neles, e a culpa não seja deles, eles também dirão sorry. É bem engraçado, mesmo.

Politeness
British people would very rarely tell you to do something; most often they would suggest it or ask if you want to do it. A common way to request a favor is 'Are you happy to do something?' or 'It would be great if you could do this' or at the very least they would say 'Could you please do this?' (the please is vital of corse). If you want to ask something, you would say, 'Excuse me please'.

Eu adoro educação inglesa. É muito comum os carros terem muita paciência esperando o pessoal passar na rua, um dia dessem eu nem na faixa estava ainda e o carro decidiu esperar até que eu passasse. Uma lojista também me atendeu sempre chamando de 'sweetheart' e 'my love'. 

A melhor parte da revista da Coventry University para os estudantes internacionais veio no final, quando se tratava de segurança. Eu estava lendo bem seriamente, quando vi um trecho que recomendava, caso a pessoa estivesse bem preocupada com a segurança, um investimento num 'personal safety alarm'. Fiquei bastante curioso ao tentar imaginar um alarme de segurança pessoal. Afinal, como seria isso? O youtube me respondeu.

Acesse o vídeo a partir do link a seguir (http://www.youtube.com/watch?v=I2iI8sGr_Po#t=2m10s) porque ele reproduzirá o vídeo a partir de um instante específico.

"It's about shocking and disorientating any attacker"
Queria moça do vídeo que tenta me vender um alarme de carro com um grito de uma mulher morrendo de uma facada, se por acaso um ladrão viesse me assaltar e eu ligasse esse troço provavelmente eu ia ficar chocado e desorientado junto com o ladrão e é bem provável que ambos corrêssemos juntos desse grito infernal.

A entrevistadora ainda pergunta se isso deveria ser deixado na mochila.  
Tipo assim, vamos dizer que isso fica pendurado na minha mochila como um chaveiro, e alguém passa a mão no chaveiro o que é muito comum. A pessoa vai ligar esse grito e vai acabar se assustando assim como me assustando também '-' Imagina se isso é durante uma aula.

Onde conseguir? (Supondo que alguma criatura insana queira ter um - se for barato eu vou comprar um HAHAHA) Ela fala que isso é mais fácil de se conseguir do que se imagina.
Tenho até medo de divulgar esse vídeo. Porque se vira moda todo mundo com um desse, vai ser 15 sustos por dia. Acho que os ladrões podem pegar esse troço, e usar pra assustar as vítimas, porque fica mais fácil de desnortear ela e roubar o que ele quer. Feitiço virando contra o feiticeiro. Tenho que ir agora, levar meu alarme pessoal, claro, pra nada de ruim acontecer comigo.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Patinação Defensiva

Domingo foi dia de patinação. Depois de uma leve pesquisa sobre valores de patinação no gelo e dias da semana, o horário mais conveniente foi o domingo de manhã. Das 11 até as 4 da tarde, custa 9.50 pounds. No entanto, por 13 pounds, teríamos uma 'refeição', mesmo não sabendo o que seria ela, no caso o lanche, optamos pela promoção dos 13 pounds. 

O que eu sabia de patinação no gelo? Bem, em João Pessoa, onde eu morava, anualmente o Manaíra Shopping costumava promover pistas de patinação, geralmente em Janeiro, e isso era toda a experiência que eu tinha, umas 3 ou 4 vezes que eu havia ido. Ou seja, tenho experiência suficiente para não cair, as vezes eu desequilibrava mas enfim. Diante da minha faculdade, onde os ingleses são escassos, e os nigerianos estão em peso, me surpreendi ao chegar na pista. Havia simplesmente uma horda de ingleses. A primeira grande aglomeração que eu tinha visto desde de que eu cheguei em Coventry. Eu realmente não havia parado pra pensar no que significava patinação no gelo num país de que fato neva.

Eu entendi que tem um significado bem legal, mais ou menos como bicicleta. Calma, pensa assim. Quem te ensinou a andar de bicicleta? Geralmente você consegue lembrar de pelo menos uma pessoa que foi fundamental, ou de algo engraçado, porque isso fica como um marco. É a segunda coisa mais importante depois de aprender a andar, só que você não lembra de quando aprendeu a andar, e guarda a de bicicleta. Acho que funciona mais ou menos assim. (Desculpa aos que tem trauma ou que não sabem andar de bicicleta.) Então, tinha muita criança aprendendo a patinar, criança pequena mesmo. Como eles aprendem a patinar é que é interessante.


Esse nosso amigo, o número 18, é um pinguim que ajuda as crianças aprenderem a patinar. Elas o usam para ter mais estabilidade e cair menos. Eu mesmo fiz um teste drive, como vocês podem ver, e de fato aprovei, embora ao ganhar muita segurança com ele, quase me estabaquei no chão. Eu lembro claramente de uma menininha que patinava ao meu lado, com a ajuda do pinguim, quando de repente ela o soltou e abriu os braços. A mãe dela prontamente ao seu lado ficou bastante orgulhosa da filha e a elogiou bastante. Um cena que dificilmente sairá da minha memória. E isso não eram casos isolados, haviam vários pais e filhos patinando juntos. Aquelas crianças que não conseguiam patinar sozinhas eram muitas vezes auxiliadas pelos pais.


Diante desse cenário acima, embora a pista ainda não estivesse tão cheia, você pode imaginar que não era tão fácil não esbarrar nas pessoas, ou elas esbarrarem em você. As crianças eram perfeitas patinando... longe de você, porque, like a ninja, elas apareceriam no seu caminho. Pelas regras da patinação defensiva: 1- Farás de tudo, até cair, para evitar dar uma rasteira/atropelar uma criança em seu caminho. Sabe aquele pinguim simpático na foto lá de cima? Ele é o culpado disso tudo, porque ele dá liberdade pra pirralhada, então de repente elas estão de jogando no seu caminho. Logo no comecinho isso aconteceu comigo. Lá ia eu, aparece o pinguim + uma criança aleatória, então eu dei um mortal e desviei da criança. Okay, tira a parte do mortal e acrescenta uma quase queda. :( Apoiei a mão no chão mas não caí. AHÁ.

Isso se repetiu com outras pessoas. Minha amiga inclusive foi atropelada. Não por um pinguim, mas por adolescentes que apostavam corridas. Muitas crianças me humilhavam, porque elas simplesmente nasceram no gelo. Acho que as mães delas deixaram uma pinguim criar elas por um ano, só depois elas voltam pra vida normal e patinação elegantemente. Haviam também uma galera profissional treinando piruetas e segurando perna e patinando só com um pé. Eu, particularmente, acho fantástico patinar de costas. Eu ainda não consegui entender muito bem como faz, mas criei coragem, fui na mulher que estava treinando e tinha cara de simpática - e de fato era - e expliquei que estava aprendendo a patinar e gostaria de saber como faz pra patinar de costas.

Ela podia ter me esculachado, dito que eu fosse aprender a patinar primeiro sem cair, mas foi muito simpática, disse "É difícil." mas me explicou. Falou que ela ficava treinando segurando nas barras e assim o fiz. No fim do horário, eu consegui patinar uns 5 metros de costas na velocidade de uma tartaruga, mas consegui. USHAUSH O problema é que quando a moça faz, parece que tem um motor automático nos patins dela de tão natural que é, e quando você vai fazer, parece a coisa mais impossível do mundo. Tinha um tiozão lá, humilhando na patinação, então pela engenharia reversa, fiquei vendo como ele fazia e fui tentando e mais ou menos assim, fui aprendendo. Com mais 5 anos de prática, vou conseguir patinar naturalmente '-'

Outra coisa engraçada é o sentido da patinação. Eles patinam do mesmo jeito que dirigem os carros, no sentido anti-horário. Pra gente é estranho, geralmente me lembro do sentido das pistas de patinação no shopping serem o contrário, mas enfim, não faz tanta diferença, só valeu lembrar.

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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Uh Tiazinha


Pub deríva-se do nome formal inglês "public house". É um estabelecimento licenciado para servir bebidas alcoólicas, originalmente em países e regiões de influência britânica.

Primeiro final de semana não podia faltar um bom e tradicional pub inglês. A escolha foi o "The Oak" um pub bem interessante do ladinho da universidade. A intenção mesmo era ir à um com karaokê, mas naquela noite não achamos, então acabamos indo nesse outro. Havia sido minha primeira vez num pub, e o cenário é bem aquele que a gente vê nos filmes, o balcão que serve bebidas com cartazes estilosos e interessantes, uma sinuca rodeada de jogadores e expectadores, pessoas aleatórias que parecem se vestir com roupas aleatórias, máquinas de jogos caça-niqueis e muito ar inglês pra todo canto que você olha.

Buscamos uma mesa para nos sentar, e para minha surpresa, o pub tem basicamente um tema jogos/filmes. Por coincidência (ou destino, faça sua escolha), a mesa que eu fui sentar displicentemente era a do tema Harry Potter/Avengers. Ignore os avengers e foque apenas no Harry Potter. USHAUS 


Ao prestar atenção na música que tocava, reconheci o ritmo de alguma forma, até notar que era brasileira. '-' Não fazia sentido estar tocando música brasileira, mas depois eu entendi. Já havia um grupo de brasileiros no pub quando chegamos, e existe uma máquina - a precedente de uma jukebox - em que por 1 pound você escolhe 3 músicas, e o acervo de músicas é incrível, tem muita música brasileira pra escolher. No começo, colocamos Garota de Ipanema, claro. Clássico. Depois foi Mamonas Assassinas. Já pelo fim da noite não podia faltar Valesca Popozuda e É o Tchan. Sim, caros leitores, eu desci o nível do pub sim, não podia perder a oportunidade de colocar a Gaiola das Popozudas. Fanzaço, só que não.

Enquanto estávamos escolhendo as músicas apareceu a primeira tiazinha da noite. Eu e um amigo, tranquilos, selecionando o repertório quando chega a tia, toda alternativa, e olha que ela já tinha uma certa idade, pedindo pra escolher uma música. Ela ficou do lado do meu amigo, então ela meio que estava pedindo pra ele, enquanto ele bancava o desentendido, literalmente. "Sorry?" / "Hã?" Fingindo não entender o que ela pedia. No fim ela estava praticamente debochando dizendo que uma música era 20p e a gente não queria dar pra ela. Primeiro, a tia não sabe fazer conta, porque 1/3 dá uns 33p. Segundo, ninguém tinha intenção de pegar a tia alternativa, então não tinha pra que ser cavalheiro. A tia cansou de argumentar e saiu.

Tequila nesse pub, com preço de estudante, custa 1 pound. Eu sempre tive vontade de provar, até porque não bebo. Ao estilo sal -> tequila -> limão, eu fui. É, de fato o troço sai rasgando sua garganta. Expectativa: Entrar em coma alcoólico, pelo fato de nunca ter bebido e teoricamente ser sensível ao álcool. Realidade: Fiquei de boa na lagoa, embora sempre estivesse prestando atenção se eu estava ficando bêbado. Okay, paranóia.

Lá pelo fim da noite, o pessoal resolveu jogar sinuca. Jogaram um partida, e já apareceram ingleses viciados lá. O modo de dizer que a próxima partida é deles, é deixar as fichinhas numa das bordas da sinuca. Eles ficaram agoniados pela demora dos meninos pra terminar mas enfim. Jogaram a partida deles, jogaram muito bem. Palmas. Agora que vem a parte interessante. Enquanto ficamos por lá sentados, conversando, chegou a segunda tiazinha da noite, muito mais interessante que a primeira - inspirando a música do começo desse post. Ela abordou um dos brasileiros e começou a puxar papo, chamando ele pra jogar sinuca.

Ela aparentava uns 40 e pouco. Tinha cara de ser depressiva - também ir para um pub jogar sinuca, tô brincando UHSAUHS - e o nariz mais estranho que eu já vi. Você pega um nariz, corta a ponta dele com uma faca, de modo que a lâmina esteja paralela ao seu rosto, até que a ponta dele fica só o ossinho que divide as duas narinas. Assim era o nariz dela. Enfim, ela ficou na dela, parecendo inofensiva, mas em nenhum momento caí na dela. Começaram o jogo. O brasileiro deu a primeira tacada e espalhou as bolas. O jogo que eles estavam jogando era aquele em que cada jogador tem que derrubar as bolas de uma cor e depois derrubar a bola 8. Detalhe: Em cada jogada, a bola branca deve bater primeiro na cor do jogador em questão, caso faça o contrário, o outro jogador tem direito a escolher uma das suas bolas e jogar direto na caçapa.

A primeira jogada da tia foi simplesmente uma sinuca de bico. Justamente a expressão que usamos de vez em quando, ela deixou a bola branca atrás de uma bola dela, próxima a uma das bordas da mesa, ou seja, vamos foder com o amiguinho brasileiro. Eu achei foda, só tava de expectador mesmo. Foram jogando e jogando e ela praticamente colocou todas as bolas dela na caçapa deixando o brasileiro nessa posição, fazendo com que ele não acertasse bola nenhuma, ou acertasse as bolas da cor dela primeiro.

Houve um momento que ela sentou onde eu estava e começou a interagir. Perguntou o que a gente fazia, de onde éramos, mas isso é baboseira, o interessante é quem ela era. Perguntamos o que ela fazia. Ela respondeu trabalho com gente morta. Meu amigo entendeu de outra forma e perguntou se ela matava pessoas. USHAUSHAUSHAUH Não sei bem se ela entendeu, ou se não estava prestando atenção, ela explicou que trabalha em funerárias, elas que faz a maquiagem dos mortinhos, inclusive reconstituições de pessoas que sofrem acidentes e perdem partes do rosto. Praticamente uma cirurgião plástica. Me perguntei porque ela não ajeitava o próprio nariz, mas enfim. Houve uma hora que cheguei mais perto pra escutar o que ela dizia, mas imediatamente voltei ao meu posto ao sentir o bafo horrível.

Você meio que se acostuma a sentir o bafo dos ingleses. É aquele tipo de coisa que você aceita, pronto e morre com o fedor. Muitos ingleses tem os dentes estragados e bafos de matar. Mas enfim, a noite foi interessante, a tia fez valer totalmente a pena.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Comer comer é melhor para poder crescer!

Sempre me perguntam sobre a comida inglesa. O que posso dizer? Na verdade, eu considero que não experimentei ainda. A rotina dos ingleses é tomar um café da manhã caprichado, fazer um lanche no almoço,   e fazer só outra refeição no jantar. Tudo que você vê aqui é fast food, dos conhecidos do Brasil, a outros que vendem comida italiana, chinesa, indiana. Ainda não fui em nenhum restaurante inglês pra pedir uma refeição, primeiro porque deve ser caro, segundo porque é caro e terceiro não vi nem ouvi falar de nenhum interessante ainda.

Mas uma coisa eu posso dizer com certeza: Ingleses adoram pimenta. Eu já tinha lido muito sobre essa perspectiva gastronômica, tanto que eles englobam a comida indiana como algo do dia a dia. Sempre que eu tento comer algo diferente, um macarrão ou um prato temperado, perguntamos se tem pimenta antes e eles  geralmente respondem que não. Puta falta de sacanagem. Desisti dessa pergunta, a tática agora é provar as coisas, porque tudo é apimentado. Outro dia fui num restaurante da minha universidade, e lá haviam massas, acompanhadas por um tipo de carne e molhos - verdura, também, mas essa parte eu dispenso. Só me salvo no alface. Enfim, já retraído, perguntei o que tinha num tipo de frango lá. Na verdade, haviam 3 opções, mas pelos nomes você vai eliminado. O que tem Chili/Spice você ignora completamente. Quando eu perguntei como era o tempero do frango, a moça me ofereceu pra experimentar. Não era apimentado.

Comprei. Macarrão mais o frango que não era apimentado. Chegou nos molhos. Foi aí que eu me ferrei. Eu perguntei quais os tipos, ela disse, esses dois são apimentados e esses dois não. Dos que "não eram apimentados" um era verde. Não sobrou muita opção, peguei o outro. O molho filha da puta era apimentado. Não consegui comer metade do trocinho. Revolta.

Em compensação, para fugir dos fast foods do dia a dia, estou cozinhando mais em casa. Sim pessoal, não sou um inútil imprestável, sei fazer comida pelo menos. Vejam aí algumas fotos do menu diário.

Tudo começou no singelo macarrão com salsicha.

Pokemon evoluiu pra bife acebolado.

Almôndegas e Omelete

Strogonoff de Frango

Esse último strogonoff não teve minha ajuda, mas fiz um de carne que estava quase tão bom quanto esse. Para minha primeira tentativa ficou excelente, e modesta parte, estava bom. Espero aprender a fazer muito mais coisa e aprimorar o que já sei. Ficou com água na boca? Posso fazer nada, vai na cozinha caçar alguma coisa pra comer. :)