quinta-feira, 18 de abril de 2013

Liverpool Yeah Yeah Yeah

O Expresso Londres, apesar de ter sido estacionado por alguns dias, finalmente está de volta, afinal o motorista tinha que tirar um folga. Confesso que agora vai ter mais coisa pra fazer por aqui, mas vou tentar manter as postagens em dia. Vou aproveitar esse espacinho pra agradecer todos os leitores, amigos, parentes, bolsistas e aspirantes a bolsistas que leem o blog, comentam, elogiam, dão sugestão, pedem por post. Isso é extremamente gratificante, pois apesar de funcionar como um jornal de lembraças pra mim, é bom saber que tem gente aí do outro lado que lê e vê como um conteúdo interessante.

O blog passou da marca de 2000 visitantes brasileiros e já atingiu 17 países pelo mundo. Rumo as 10000 visualizações de página. Mais uma vez obrigado. Agora vamos ao que interessa.

Eu definiria Liverpool como atraente, encantando com um passeio nas docas, conquistando ao som dos Beatles e celebrando nas noites quase tão populadas quanto de dia. Mas a cidade é muito mais que um rostinho bonito. Carregada de história, tornou-se conhecida como a capital europeia da cultura, fazendo jus ao título até os dias de hoje.

Depois de acordar bem cedo pra conferir se estava tudo dentro da mala, se eu não estava esquecendo documentos importantes, se minha mala ia caber dentro do maldito troço da Ryanair, chegamos bem na hora de pegar o trem em direção a Liverpool.

A viagem foi tranquila, na verdade, ansiosa, porque afinal de contas queríamos logo que o easter break começasse. A minha primeira impressão de Liverpool foi ótima, não sei se foi só mudar os ares do dia a dia que eu já estava satisfeito, ou a cidade que é realmente muito legal. Descemos na estação de trem, e fomos pro hostel que foi estrategicamente escolhido por ser perto da estação e por estar no centro da cidade, Liverpool Internacional Inn é o seu nome.

O hostel tem uma leve semelhança com um hotel, pelo corredor com um monte de portas distribuídas, mas assim que entramos no quartos reconhecemos o modo hostel de ser com suas 8 camas. Pelo menos tínhamos um banheiro no quarto pra nós. Não perdemos tempo e partimos pra primeira atração: The Beatles Story. Claro, que na ida, não poderiamos ter deixado de nos perder um pouquinho, porque Liverpool não segue o estilo tradicional de ruas perpendiculares, na verdade eu acho que fizeram um labirinto de propósito. 

Talvez nós que tenhamos nos desligado um pouco, mas enfim, fomos no sentido oposto ao certo :x Felizmente caímos na entrada do Chinatown de lá, que é bem bonita.

Please, more sun.
Chinatown Entrance - Liverpool
Pedimos informação e depois fomos no sentido certo. Ladeiras nos levaram até Albert Docks, onde está  concentrado boa parte das atrações da cidade. Entre elas o The Beatles Story.


As docas são realmente impressionantes. Não deu pra cobrir tudo, porque já tínhamos chegado meio tarde em Liverpool pelos horários de trem que conseguimos e corremos pro museu dos Beatles pra entrar antes da última admissão.

Pagamos 9 pounds num pacote promocional pra estudante, o que lembra que é importante andar sempre com o NUS se você tiver, ou alguma carteira que comprove que você seja estudante. Incluia a Beatles Story exhibition e outras coisas mais, só que não aproveitamos tudo também por causa do horário, mesmo assim vale a pena.

O museu é fantástico, e conta a história dos Beatles de ponta a ponta, até aqueles detalhes que a maioria das pessoas não sabem, e com certeza acrescenta conhecimento aos fãs, com depoimentos genuínos de personalidades que participaram em carne e osso da história dessa banda que o mundo nunca irá esquecer. Para isso você recebe um fone de ouvido com um tocador de 'faixas' que dão início assim que você escolhe qual deseja ouvir, de acordo com um número mostrado nas seções a medida que se vai caminhando por dentro das salas.

Pequena amostra da diversidade de público
da banda mesmo no início da carreira
Tão ele
Olha o número ali que eu falei. Faixa 16.
Beatles com músicas já no Top 10.
Réplica do palco do The Cavern. Muito igual, de fato.
Todo mundo brincando de imitar Madame Tussads
But
Claro que no fim desse museu tinha que ter uma lojinha que iria fazer todos meus pounds descerem pelo ralo. Fui forte, me segurei e comprei um dos meus chaveiros prediletos diante minha coleção até agora. Mais que isso só uns cartões postais e um presente.

Com chaveiro não se brinca. Tirem o olho.
Já no segundo dia em Liverpool, fomos fazer um tour num passeio chamado Magic Mystery Tour claro que sobre os Beatles. Antes um passeio mais calmo pelas docas.

Carrosel todo estiloso.
Filho do London Eye
Mania de por cadeado em toda corrente que acham.
Voltando a falar sobre o passeio, posso dizer que foi um dinheiros bem gasto. Vale muito a pena. O guia que pegamos era um palhaço e não perdi um trocadilho ou piada, tornando o passeio cada vez mais divertido. Para nossa surpresa, fomos perguntados se não nos importaríamos de sermos filmados num documentário que seria gravado naquele ônibus. Eu levantei a mão e disse que não faria questão contanto que pagassem o meu devido cachê USHAUHS Ninguém se recusou, obviamente.

Tão quentinho e aconchegante. 
Passamos na casa em que cada um dos Beatles nasceu/viveu boa parte de suas vidas, em pontos significantes para a banda como uma banca qualquer chamada Sgt. Peppers, uma rua insignificante chamada Penny Lane e até num certo portão comum do Strawberry Field.

Como não cantar o refrão 'Strawberry Fields Forever...'
What to say more about Penny Lane?
O nosso guia brincou ao afirmar que houve um época em que não existia mais placa nessa rua, pois os fãs começaram a roubar e o departamento de trânsito cansou de repor, então eles decidiram pintar numa parede, só assim pra que não tivessem mais problemas. O tempo passou e eles puderam  finalmente por a placa de volta e fazer a alegria de nós, fãs, de passagem por Liverpool. :B Talvez essa placa da foto não esteja lá mais, e no ebay tenha uma parecidíssima. Não tenho nada a ver com isso.

Outro ponto a destacar era uma mulher que completava 64 anos naquele dia e era um fã enorme dos Beatles, por ser japonesa, acredito, apelidei ela de Yoko. Ela era uma das mais entusiasmadas no ônibus vibrando a todo novo lugar que chegávamos e sabendo por parte das perguntas que o guia perguntava. Claro que não podia deixarem de tocar 'When I'm Sixty Four' pra ela, que ficou alegríssima. Ela também tinha um marido da barba branca o que caracteriza ainda mais a música. Pra quem não conhece - eu não conhecia antes - é essa aqui.


64, uma data aleatória pra maioria das pessoas, mas uma data especial pros fãs dos Beatles. Quando eu completar 64, eu vou querer escutar essa música :)

Enfim, a Yoko que me passou o endereço do documentário que fomos pedir juntos ao produtor. Ela era um doce de pessoa e mais tarde, quando descemos no The Cavern - Pub desejei parabéns a ela que ficou transtornada de feliz, e me agradeceu muito. Pelo tour, tínhamos direito a uma entrada no The Cavern - Club e nas quintas e sábados tem cover dos Beatles, que foi simplesmente fenomenal. Eu fiquei do lado deles, e apesar de eu nunca ter assistido a um show dos Beatles, quem assistiu afirmou que até a forma como eles se introduzem nas canções é igual.

Olha as coisas que a gente acha no The Cavern
Quem acha o mindfuck dessa foto?
Entre o intervalo da banda
Entre os tijolos de todos que já tocaram no The Cavern, um em especial.
Enfim, eles cantaram muitas músicas, mas conseguimos lembrar de algumas, entre elas: 

Sgt. Peppers
I wanna hold your hand
With a little help from my friends
Twist and Shout
She got a ticket to ride
Love me do
All you need is love
If I fell
Come Together
Get Back
8 days a week
Leave
Something

Até acho que houveram outras, mas não conseguimos lembrar. Claro que eu não ia deixar vocês na mão e gravei uma música inteira pelo menos do cover, pra vocês terem uma noção de quão parecido é.



A qualidade não está excelente porque foi gravado do meu celular. Espero que gostem. :)

A banda era muito simpática, e já no fim do show, quando pedimos pra tirar um foto com eles, eles simplesmente puxaram eu e minha amiga pra dentro do camarim. 

Liverpool foi muito mais que só Beatles, aproveitei o 50º aniversário da série Doctor Who, a qual assisto aciduamente e comprei selos comemorativos. Realizei o sonho, já que quando era com Harry Potter, eu não podia fazer nada a não ser só ver os selos de longe.

Monstro predileto sem dúvida: Weeping Angels
Encontrei também pela primeira vez um restaurante do Jamie Oliver, pra quem não conhecer, um famoso e talentoso chef inglês.

Será que é fraco?
Não me atrevi a chegar no cardápio para ver preços, mas assumi que fosse caro. Mesmo assim, o único restaurante que ganhou a nossa atenção foi o 'Bem Brasil', pelo nome, vocês sabem que é um restaurante brasileiro, mas especificamente uma churrascaria. Me diga quanto um brasileiro pagaria pra comer carne decente? Pois é, muito. Mas não é um absurdo o valor do Bem Brasil e nos empantufamos lá.

Pra finalizar deixo com vocês uma foto minha, nada boa, vale só pra documentar - trocadilho - que eu apareci num documentário que passa num programa francês chamado 'Grand Public'.

Só pra salientar, o tio da máquina é o marido da Yoko.

Confira outros destinos na seção Já Fui.

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