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domingo, 23 de março de 2014

Stockholm - Minha segunda cidade predileta

Os detalhes da viagem que vem a seguir, foram fisgados com muita paciência.

Minha memória não confiável me diz que pegamos um trem um pouco antes do almoço da última parada que foi Oslo para Stockholm. Chegamos lá acredito que por volta de umas duas horas, e o que nos restava de horas de sol era muito pouco. A decisão nesse dia foi escolher a ilha mais próxima para explorar descompromissadamente, mesmo sabendo que só teríamos aquela tarde e o dia seguinte para conhecer a cidade. A primeira escolha foi almoçar. Fome sempre vem antes de qualquer coisa.


Tinha esse restaurante que já foi indicado por minha amiga e não era caro, mas era gostoso, assim, se você soubesse escolher as coisas. Esse molho ali por exemplo era terrível. Muito ruim. E esse refrigerante neném era absurdo de tão grande. Certo, hora de caminhar. 





Até aqui eu estava rodeando a ilha, que não era muito grande, mas que cada lado dava uma visão diferente da cidade, ou das outras ilhas. Eu não sabia antes de viajar pra lá, mas a cidade de Stockholm é uma junção de 14 ilhas. Ilhas próximas, mas mesmo assim, ilhas. Agora passou pelo minha cabeça que talvez essa tenha sido a primeira ilha que eu visitei.                                                                          



Encontrei essa cópia de guardas do Buckingham Palace. Mesmo quando eu ia passando por perto começou essa cerimônia que acho que deve ser da troca de guarda. Eu achei que tinha gravado um vídeo mas nem gravei. Então, apesar das fotos estarem claras, começou a escurecer bem rápido e esfriar mais rápido ainda. É um frio absurdo. Só deu tempo de entrar numa lojinha e apreciar a paisagem a noite, claro.




Antes de voltar pro Hostel acabamos topando com uma "competição" nas ruas de Stockholm. Basicamente a galera fazia umas manobras, e se o público e o locutor "gritassem" como um sinal de que gostaram, um cara que estava com um bolo de dinheiro, dava dinheiro pra quem fez a manobra, e com isso, não sei quanto tempo eles passaram lá. Lembro que tinha só uma mulher, torci pra ela, mas ela não ganhou dinheiro nem uma vez.



Depois te tanto tempo, afinal essa viagem foi feita em Outubro de 2013, eu já não lembrava o que eu tinha feito na manhã do outro dia, afinal não tinha nada na minha Nikon. Até que eu fui ver as fotos do meu celular e lembrei. Eu passei a manhã andando de metrô. Porque? Bem...




As estações de metrô geralmente não tiveram acabamento, e a rocha crua foi deixada como decoração. Muito mais agradável, não? E ainda por cima, as estações são meio que temáticas. Não creio que foi tempo perdido andar de metrô pela manhã.

Uma tarde era tudo que ainda tínhamos pra ver o máximo que desse de Stockholm e ir embora, então uma opção foi um passeio de barcos pelas águas do mar e dos lagos, surpreendentemente "nadáveis", que preenchiam o espaço entre as ilhas.







Eu sei que não vou conseguir passar o quanto eu gostei de Stockholm, mas acredito que foi basicamente pela explicação que o guia do barco deu. Ele falou que no verão as pessoas nadavam nas águas do lado, e no inverno, skiavam nelas. Falou e mostrou a arquitetura contemporânea preocupada com o meio ambiente e das milhares de maravilhas em questão de qualidade de vida daquele país. Claro que eu não trocaria Londres por nada, mas Stockholm está ali na minha segunda opção. Queria ter dado um relato mais preciso, mas foi uma das viagens mais rápidas e das que eu mal pude anotar alguma coisa pra escrever depois.

Uma série de coisas ainda aconteceram no fim desse 2013 que não foi relatado aqui, e eu espero aos poucos poder acabar de compartilhar com vocês, que viajaram e de alguma forma viveram comigo até a conclusão dessa incrível jornada. Obrigado pelas mensagens de carinho no Ask.fm, alguém inclusive me pediu pra dar um oi aqui no blog, logo "Oi", e enfim. Até a próxima. 

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

What does Oslo say?

What does the FOX say?

Talvez alguns de vocês tenham visto esse vídeo ou não! Esse vídeo simplesmente virou sensação na internet um pouco antes de eu viajar lá pra Oslo, capital da Noruega, de onde ele surgiu. A primeira coisa que eu queria dizer é que eu fui preparado pra um flash mob, com a canção já toda decorada e alguns passos de dança também. Mas a notícia triste é que não apareceu nem uma raposinha pra eu comprar, talvez porque tenha sido uma visita muito rápida.

Bem, pela primeira vez eu saí de Ryanair do aeroporto London Stansted. Paguei um pouco mais pra poder me deslocar até lá, mas como a passagem estava muito barata na época que eu comprei, compensou. O voo tinha tudo pra ser normal se não tivesse sido uma aeromoça! Muito simpática ela, encontrou amigos no avião e claro foi ser amigável, batendo um papinho! Só que ela esqueceu que tinha que trabalhar, eu acho. Os DOIS amigos que ela encontrou ficaram batendo papo no fundo do avião, e o que não faltaram foram cabeças virando em direção a ela numa linguagem corporal de "Cala a boca e deixa a gente dormir". Até aí nada demais, até porque eu tava da metade pra frente, só que quando chegou na hora do pouso, ela foi anunciar que o piloto estava se preparando para descer, e ela começou a rir durante a leve turbulência. TIPO, OI? Ética cadê? Eu e mais alguns passageiros rimos juntos e é isso. Acho que alguém levou bronca naquele dia, e eu tenho um leve palpite de quem foi.

A imigração foi tranquilíssima, só fez carimbar meu passaporte e passei. O expresso que nos levou do aeroporto até a estação final de ônibus foi bem tranquilo. Assim que saímos do aeroporto que estava um pouco deserto, o ônibus já esperava do lado de fora, onde compramos dentro do ônibus o ticket, que para estudantes custou 110 NOK. Uma ida tranquila num ônibus confortável, mesma coisa de sempre. Já me acostumei. Chegando lá na estação final, que era bem próxima do hostel, eu até tinha planejado ir a pé, só que como estava frio, sombrio e não tinha sinalização que não dava uma pista de que direção seguir, acabamos por pegar um táxi.

História com táxi nunca termina bem, com exceção de Bruxelas até agora. O cara deixou a gente tipo no lugar oposto de onde era pra ser, num canto que era tipo um condomínio, todos com o nome da rua que era a certa mas nenhum número compatível com o do hostel. E começa a chover. Claro. Nessas horas que precisa ter calma. Uma mapa surgiu das cinzas e por aí eu consegui me orientar e achar o danado do hostel. Anker Hostel, o nome. Recomendo muitíssimo. Excelentes instalações, tudo conservado, foi excelente.

O dia seguinte foi um pouco corrido porque era o único que a gente tinha pra conhecer Oslo. Algumas escolhas precisavam ser feitas, e a primeira delas foi fazer o Oslo Pass. Pra ganhar o desconto de estudante eu tive que ir comprar no Tourist Center próximo ao City Hall. Só dá pra comprar pessoalmente. Ele dá direito à entrada em vários museus mais transporte por 24h, 48h ou 72h. Depende da sua demanda. Meu caso foi só um dia, e pelo preço achei que ia compensar. A primeira parada foi no Norwegian Folk Museum. Um museu ao ar aberto onde há várias construções que retratam a cultura nórdica. Foi legar aprender sobre o povo nativo escandinavo, os sami. Muito legal ver que eles esquiavam ao mesmo tempo que atiravam com arco e flecha! Tipo, coordenação motora do caramba!


A parte dos prédio com certeza é a mais interessante, porque variam os tipos de construções, desde as mais bruscas até as não menos fantásticas casas construídas pra suportar o clima e os fatores territoriais. 


Por exemplo, essa casa aqui embaixo não é luxuosa, mas não deixa de ter sua beleza fenomenal. Só de pensar a dificuldade que foi construir uma casa dessa toda de madeira, e o interior é muito organizado, talvez peque no conforto, mas acho que camas de feno deviam ser tipo uma riqueza na época. Dá vontade de passar uma noite lá.



Essa cabana de meio de floresta também!!! Junto ao belíssimo clima de Outono que nos rodeava constantemente só fazia deixar tudo ainda mais surreal. O frio e a neblina também estavam juntos só pra vocês saberem. Eu descobri mais tarde que tinha até uma fazendinha, mas os animais só ficam lá no domingo, e não era domingo. 



E essa construção aqui? É absurdamente escuro lá dentro, e não consegui entender como eles fazia pra entrar luz. Cheguei a conclusão que qualquer brecha que eles deixassem ia quebrar o isolamento térmico que eles tentaram construir, então deviam viver basicamente de lamparinas mesmo. 


Lá bem pertinho, pegamos o mesmo ônibus que tínhamos pego antes e umas duas paradas depois chegávamos no Viking Ship Museum. Só precisamos mostrar o Oslo Pass e rapidamente estávamos dentro do museu. O museu é bem pequeno, mas ele se concentra em artefatos e histórias relacionadas aos navios vikings. Tem muita coisa interessante.



Fora as embarcações claro, tem muitas coisas que eles acharam e não conseguem explicar, e outras que tem explicações fantásticas pela união da ciência e de historiadores. A minha predileta foi uma inscrição que eles encontraram e eu não sei como eles conseguiram traduzir, mas significa "little wise man" significando "Os homens são pouco sábios." Aí você se pergunta, porque eles deixaram essa inscrição? Significa isso mesmo?


Saindo das raízes vikings, partimos pra parte que representa a arquitetura contemporânea, a Oslo Opera House. É uma obra enorme que não consegue ser ignorada, é simplesmente 'mind-blowing'. Apesar do frio, deu pra aproveitar bastante o prédio inteiro. Queria comentar que o banheiro de lá  foi banheiro público mais rico que eu visitei na minha vida! Haja riqueza pra esse país! 


Guitarrinha!!
O sol já estava se pondo e era hora de achar um lugar excelente pra vê-lo ir embora. A grande colina que abrigar o Arkesus Castle é uma boa pedida, e foi pra lá que fui.


O sol parece que correu pra ir embora. Eu aproveitei pra roubar a foto de uma casal que aproveitava o sol, e à eles mesmos. É isso gente, quem não tem modelo pra pagar, tira foto dos estranhos na rua.


O sol foi embora, e a gente quis ir embora também. A gente só não contava que a passagem por onde a gente entrou foi fechada, e eu me vi preso naquele labirinto demoníaco enquanto escurecia e minhas mãos congelavam. Antes de me entregar aos ventos do outono, eu vi essa creepy escultura que não contribuiu pra deixar um clima calmo. Tinha mais ou menos assim escrito na descrição: "Homem Travesseiro é muito legal. Você pode sentar ao lado dele e pensar nele como um amigo. Você nunca estará sozinho nesse banco!"

O.o

Aí o que você faz? Corre! Depois de dar 15 voltas por lá, achamos outro brasileiro perdido, e por fim encontramos a saída. Eu vivo.

Extremamente exausto e com frio, tínhamos que fechar o dia com uma refeição típica, já que o almoço tinha sido Pizza. O restaurante era muito legal, foi recomendado pelo hostel, com um tema de farol e tinha iluminação bem fraca, bem fraca mesmo. Só que dava um clima bem legal. Eu queria que a refeição que eu fiz tivesse sido tão boa quanto o ambiente. Smoked Norwegian Salmon. Era sushi de salmão acompanhado de pão, salada, ovo e maionese. Comi pão com ovo basicamente. HUSAUSH Provar comida típica tem sempre os dois lados. Depois dali um Mc Donalds pra não morrer de fome e já era de dormir porque logo cedo tinha trem pra Stockholm. 

Oslo foi esse sonho aí relatado. Eu tinha lido umas péssimas opiniões da cidade e só serviu pra eu pensar como o povo é burro, porque eu nunca vou acreditar quando alguém disser "Não tem nada de bom lá." Cada lugar tem sua cultura pra oferecer, é só você estar disposto a procurar, de preferência nos cantos certos. 

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Florença, Pisa e Milão - O melhor da Itália e o fim do Mochilão.

Olá, olá, olá! Parece que faz um século que eu não sei o que é esse editor de postagens, mas também depois de passar, sei lá quanto tempo, tendo que escrever um report de 5000 palavras, não tive vontade nenhum de escrever nem uma letra sequer. A questão é que eu vim concluir com esse último post, o fim da minha viagem, amém.

Quem lembra do último post do Vaticano, sabe que eu saí correndo pra estação de trem em direção à Florença. O trem compensou tudo aquilo, porque foi o melhor trem que eu peguei até agora na minha vida. Hiper confortável, tranquilo e o melhor de tudo, rápido. Tinha um visor que ficava mostrando a velocidade do trem, e até onde eu vi, ele chegou à 250 km/h '-' Acho que em terra, foi a maior velocidade que eu peguei também. Recordes e mais recordes.

Enfim, chegando em Florença, morto como eu já cansei de comentar que eu tava no fim da viagem, fomos pro Hostel e lá ficamos até dar fome. Quando decidimos sair, já era tardinha, e nem por isso foi ruim, pois o pôr-do-sol que estava lá, provou que Itália também é terra de paisagens lindas.


Ponte Vecchio
Esse fim de viagem não podia ter sido melhor, afinal como eu estava muito cansado, eu já não aguentava mais andar tanto e por isso aproveitava melhor os lugares por fazer um percurso mais devagar. Essa ponte por exemplo a noite, dava lugar a uma dupla de cantores que era excelente e atraía pequenas multidões que respondiam com trocados. De dia, ao contrário, os ricos ostentavam pra ver quem podia comprar jóias num dos lugares mais inusitados de se vender ouro, ao meu ponto de vista.


ORO, ORO!
Outra paradinha foi lá na Piazza del Duomo. Estava absolutamente lotada, então foi bem rápido pra decidir não subir mais ao Duomo. Um plano alternativo surgiu e mais tarde eu vi que valeu muito à pena.

Portão do Paraíso. Posso entrar já? 
É essa coisa linda que a gente vai atrás. 
Então, o plano alternativo era praticamente escalar uma vida em montanha pra chegar nessa paisagem. Ela fica na Piazzale Michelangelo, e como vocês podem ver, compensa e muito subir até lá, porque dá pra ver a cidade inteira e todos seus pontos principais. O negócio é subir...


...e não foi fácil.

Não mesmo!
Se Florença foi excelente, Pisa foi ainda melhor. Apesar de ser um cidadezinha no meio do nada, uma cidade de uma atração só, é verdade, Pisa foi simplesmente o lugar onde mais relaxei. Do Hostel até a praça onde fica a Torre de Pisa era uma caminhada boa, com algumas paradas obrigatórias que eu fiz questão de marcar, e já já falo pra vocês.


Pra quem achava que a Torre de Pisa ficava no meio do nada e acabou-se, enganei-me. Há toda uma estrutura muito bem montada e simplesmente fenomenal que talvez seja muito mais bonita e menos apreciada comparado à outros lugares do mundo, até porque a torre ofusca isso tudo.




Eu sabia que eu ia ter que passar a tarde lá na Torre de Pisa, porque não tinha no que perambular pela cidade, e seria basicamente aquilo que tinha pra conhecer. Depois de almoçar, chegamos lá e tínhamos que esperar o sol baixar um pouco pra começar a tirar fotos, e o que fazer primeiro? Tirar um cochilo. Eu confesso que eu não sou desses que saio me deitando por aí e dormindo em qualquer lugar, mas (mais uma vez por causa do cansaço) foi bem irresistível ver aquele monte de gente deitada à sombra da torre de pisa e não me juntar.

Deitei do lado onde a sombra começava, então ia ter um bom tempo até que o sol 'girasse' e sombra sumisse. A última coisa que lembro de dizer foi: "Não me deixa dormir." E dormi. Foram 30 minutos de pura loucura, porque eu tava com máquina com tudo, mas dormi agarrado com ela e acordei restaurado pra tirar a sessão de fotos da minha vida na Torre de Pisa.




Não se enganem que nenhuma dessa fotos foi tirada pelo menos umas 20 vezes, porque como se não bastasse os erros humanos, também haviam os milhares de turistas que também queria o mesmo tipo de foto. Detalhe que não pode ficar nessa grama, e tinha um sinal claro, mas todo mundo estava lá e eu como um bom brasileiro que faz coisas erradas, fui também. Depois de um tempo, só ouço um apitinho e a negada correndo. Era o segurança. Sim, tem um segurança, por isso que é tudo tão organizado e bonito, corri e me salvei com medo de pagar multa, sei lá. Mas faltou a Guitarrinha!!!!! Acabei tirando do lado de fora da cerca, onde me machuquei porque caí uma vez, mas a foto saiu. USHAUHSUAH
 



Os concorrentes!
Moça que estava prestes a tirar foto obscena!
Palmas para minha célebre foto genial abaixo! E sim, acho que pra variar quem vê pelas fotos não acha a torre tão torta, mas é sim MUITO torta, e é porque fizeram uns ajustes ainda durantes a construção dela. Mas a bichinha pelo menos ficou famosa, balança mas não caí, e teve o prestigiado Galileu fazendo experimentos nela.


Em Pisa, eu descobri meu restaurante favorito do Universo!!!!!! CLIQUE AQUI Se você um dia for a Pisa, não deixe de ir nesse lugar, que além de delicioso, é baratíssimo! E logo do lado tem uma gelatteria que vende o que? Gelatto de Nutella. Como não armar uma tenda e viver de revezamento de Tortellini e Nutella?

Depois dessa delícia de cidade, já era tempo de ir pra Milão que eu só conheci o aeroporto e voltar pra minha amada cama em Coventry. Queria agradecer novamente a todos que acompanharam aí minha humilde viagem pela Europa, e que continuem aqui nessa jornada comigo porque meu dinheiro AINDA não acabou!!! Tinha um motivo bem sólido pra eu vir postar e é porque eu já vou viajar de novo, então não queria de jeito nenhum ficar enrolado pra postar sobre a próxima Eurotrip. No próximo post eu faço a conclusão dessa viagem, e atualizo vocês sobre o que tá rolando e pra onde vou. Até mais amigos viajantes, vejo vocês pelo mundo.

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