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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Rio Grande do Sul - Parte I: Traumas que definem minha forma de viajar.

Madrugada do dia 07. Não precisei nem dormir, afinal meu relógio biológico anda tão desregulado que são raros os dias que eu durmo antes das duas da manhã. Meu voo sairia um pouco depois das três, e como sempre minha meta é chegar no aeroporto pelo menos uma hora antes achei melhor ir andando. (Depois de tantos traumas, você aprende!) Um trauma me fez priorizar voos na minha cidade natal: seis horas de espera em Recife. Não há timeline de facebook, papo com amigos, livros, músicas... nada que consiga preencher seis horas de espera. Depois disso, só viajo de Recife se for a metade do preço e olhe lá.

Foi meu primeiro voo utilizando milhas. Eu fiz um curso intensivo de pesquisas sobre esse assunto. Eu visitei websites e websites, li tutoriais, assisti vídeos, fucei por regulamentos de companhias aéreas, peguei várias informações no meu banco, e agora tenho algum respaldo pra saber mais ou menos com o que estou mexendo. Só que eu sou um pouco cabreiro com as coisas. Consegui as milhas pela conta da minha mãe, e comprei a passagem no meu nome. Não me pediram nenhum documento na hora de preencher os dados. Só um nome. Sabe o quão assustador é isso? Bastante! Tratei de levar além da minha mala comigo, minha querida mãe e seus documentos para o aeroporto. Uma hora de antecedência talvez seria suficiente pra resolver qualquer tipo de mal-entendido que pudesse ter acontecido se eu tivesse errado alguma coisa quando fui efetuar a compra da passagem. (Embora eu tenha aberto o site da gol incansavelmente em busca de qualquer sinal de algo errado e por vezes tenha me convencido temporariamente que não havia nada de errado) Tudo ocorreu bem no check-in. 

Tratei de me distrair observando o aeroporto de João Pessoa. Consigo apontar tantas coisas erradas ali que seria mais fácil entrar no aeroporto com uma venda. Primeiro, pra não ver esse tanto de coisa mal pensada, e segundo porque não faria diferença visto que o aeroporto é tão pequeno que - se brincar - eu consigo chegar em um dos portões de embarque. (Sim, são só dois) Quando vejo no canto do meu olho, Dois Africanos. Um dupla que fez um pouco de fama ao participar de uma das franquias da Globo, Superstar. Fora uma senhora que pediu pra tirar foto com eles, não vi mais ninguém. Achei estranho. Achei que fossem mais conhecidos.

Deixei pra entrar no portão no último minuto. Já ando tão familiarizado (e cansado) com essa rotina de viagens que dá preguiça de esperar todas aquelas pessoas que acham que é normal travar o fluxo de pessoas no corredor pra adequar a bagagem delas da forma mais bonita e inconveniente que elas acharem. Entrei pela parte de trás do avião e me deparei com uma aeromoça observando uma bagunça ligeiramente organizada no corredor. Uma família divida em vários assentos não vizinhos pensando a melhor forma de dispor. "Sempre assim, né?" perguntei. "Nem me diga!" respondeu ela. 

Já dentro do avião. Poltrona no corredor, como sempre. Outro trauma. Sabe quando você tá morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas tá sentado na janela do avião e tem duas pessoas do seu lado dormindo? Não sei se vocês sabem, mas é uma situação bem complicada. Depois disso, só assento no corredor. Seja em ônibus, seja em avião. A vista da janela simplesmente não compensa todo o estresse que eu possa chegar a passar. Vai que o avião cai também, ou algo do tipo? Quem tá no corredor tem mais chances, eu acho. Além do que, infelizmente não ando conseguindo dormir tão fácil quanto eu dormia em aviões. Não sei se durantes meus mochilões na Europa, o ritmo e estresse eram tão intensos que a única alternativa que o meu corpo encontrava era desmaiar de sono ou se eu só perdi essa maravilhosa habilidade. A questão é que o fato da Gol passar aquele carrinho com água e outras guloseimas (cobradas!) faz qualquer cristão se perguntar se vale a pena esperar acordado pela chegada da água (de graça!) ou se é melhor aproveitar o sono e dormir.

Em maio, numa viagem de volta de Brasília, minha amiga teve a mala perdida pela Gol. Não extraviada, perdida! A Gol ofereceu 1000 reais de indenização à ela. Mil reais hoje em dia só pra ressarcir a carcaça da mala. Quando pousamos, tudo que eu pedia ao universo em pensamento era que minha mala aparecesse. Enquanto todas as malas eram despejadas na esteira, acompanhadas pelos meus atentos olhos na câmera enquanto um funcionário descuidado arremessava os volumes, eu vivi todo o processo judicial imaginário contra a companhia aérea. Me vi perdendo todas as roupas de sair que ali estavam. Meus carregadores, adaptadores e eletrônicos portáteis que confiei. Trauma. Vai parecer exagero. Minha mala chegou no segundo lote e foi impreterivelmente a última a ser retirada. Tem horas que parece que o universo faz as coisas de propósito pra testar a sua sanidade mental.

Um bom amigo tratou de vir me buscar no aeroporto às nove da manhã. Felizmente não precisei me preocupar com a tradicional pesquisa de onde pegar o Shuttle do Aeroporto, ou coisa do tipo. Acabei descobrindo que ele mora bem próximo à um dos parques de Porto Alegre, o Germânia. Foi lá que eu fui descobrindo minhas primeiras impressões da cidade. Primeiro. Cadê a porra do frio do Sul? Olha, eu sei que eu monitorei a previsão do tempo da cidade e que as temperaturas estavam bem altas pra um típico inverno gaúcho, mas eu realmente esperava que a pegadinha estivesse na sensação térmica. Pois é, amigos. Tinha pegadinha nenhuma. Tava quente e tava quase igual aqui em João Pessoa. E era um quente seco, abafado. Mas já era perto da hora do almoço, eu estava faminto e felizmente o shopping onde iriamos comer ficava à uma quadra dali.

Não fomos almoçar no Joe & Leo's - Shopping Bourbon por causa do almoço em si. Fomos por causa da sobremesa. Essa é uma história de inveja que ouço desse meu amigo desde que voltamos do intercâmbio: Wonder Brownie. Uma sobremesa servida com creme de avelãs, caldas de chocolate e hot fudge coberta com sorvete de creme, chantilly, macadâmias, farofinhas crocante e castanhas de cajú. 


Eu não sei se vocês conseguem constatar como eu. Mas acho que pela primeira vez na vida, eu vi uma foto de comida que não é propaganda enganosa. Ele realmente é enorme. Inclusive o da minha foto parece maior que o da propaganda. Foram três pessoas dividindo essa sobremesa, depois de um almoço caprichado. As porções de lá são enormes, embora o restaurante tenha um preço de médio à caro. 

Depois de uma refeição dessas, acumulado de uma péssima noite de não-sono, tudo que eu queria fazer era tirar um excelente cochilo. Porto Alegre poderia esperar minhas energias serem recarregadas. Mais tarde naquele dia, ainda tive que me deslocar até Canoas, uma cidade vizinha de PoA (sim, sou íntimo já!) onde eu ficaria hospedado nos três dias em que ficaria pela cidade. Pra chegar lá não foi muito difícil. Apenas uma linha de trem abastece parte da cidade e redondezas. Ela serve muito mais pra trazer o pessoal das cidades vizinhas para irem trabalhar em Porto Alegre, do que para o pessoal da capital gaúcha circular na cidade. Foi usando essa linha de trem que cheguei até Canoas. 

O plano da noite era ir numa festa em Porto Alegre numa casa chamada Sinners! As fotos do site prometiam um ambiente maravilhoso, mas eu devia ter me atentado ao nome. Sinners. Foi um verdadeiro inferninho. Uma demora infinita pra entrar na festa, num lugar horrivelmente quente. Que bom que me conseguiram um free, e tudo que tive que pagar foram uns táxis rachados entre amigos. Não recomendo. No outro dia tiveram outras aventuras, mas isso é assunto pro próximo post. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

UK Universities Tour 2015

Hey Passageiros,

Já fazia um bom tempo que eu não tinha postado aqui no blog, mas sempre tenho tentado acompanhar vocês pela nossa página do Facebook, e o blog continua sendo referência pra muitos intercambistas tirando dúvidas, ou pra muitos turistas que estão indo pro UK e pra outros tantos lugares do mundo. O blog também vem sendo citado em vários outros blogs e de turismos, e tudo vem sendo acompanhado lá pela nossa página do Facebook. Esse ano talvez aconteçam algumas viagens internacionais, mas isso fica de assunto pra outro post.

Hoje eu vim aqui pra falar sobre o UK Universities Tour 2015. Essa é uma feira que vem ocorrendo desde 2012 organizada pelo British Council com o apoio de diversas empresas e organizações, e é destinada a todos aqueles que tem o sonho de estudar no UK. 

"São diversas opções de graduação, pós, MBA, mestrado, doutorado e cursos universitários de curta duração em todas as áreas do conhecimento. Palestras apresentam informações práticas sobre a vida do estudante no Reino Unido, exames de proficiência em língua inglesa, o sistema de ensino britânico, vistos e muito mais."

Esse ano, a feira vai ocorrer em 3 cidades. Em Recife no dia 09 de Março, em Curitiba dia 11 de Março e em Porto Alegre dia 13 de Março. Lá vão estar os representantes de várias universidades do UK que vão poder tirar todas suas dúvidas. Aqui vai uma amostra de como foi a feira de 2014.


E o melhor de tudo isso é que eu vou estar lá na feira de Recife ajudando na organização o/ Então se existir algum leitor de carne e osso nesse blog que vá até lá, vão acabar me conhecendo. Aqui nesse site (http://www.britishcouncil.org.br/feira-uk-universities) vocês podem se inscrever e adiantar o credenciamento que é feito na hora da feira. Você pode encontrar também as universidades que vão estar com representantes por lá, além de mais informações. Então, acho que não custa nada dar um pulinho lá no dia 09 de Março. Vejo vocês lá.

sábado, 27 de setembro de 2014

Roteiro de Natal em Londres - Parte I

Em Dezembro do ano passado eu fui à Londres duas vezes: uma sozinho pra assistir um show de Two Door Cinema Club e outra com meus pais que foram lá me visitar. Então vou transformar esse relato em um roteiro natalino já que muitos dos pontos turísticos de Londres foram "natalinizados". Vou dividir o roteiro em duas partes, essa vai ser a primeira que eu fui sozinho e depois eu completo com a parte que eu fiz com meus pais, e que vai incluir pontos bem mais tradicionais.

Eu já vinha antecipando a data 13/12/14 há pelo menos uns dois meses, porque eu havia comprado um ingresso para um show de minha banda predileta Two Door Cinema Club e logo já vinha planejando essa ida à Londres. O show foi na Arena O2 começou pontualmente as 20:00 e terminou por volta das 23:00. Era impressionante que até as trocas de banda eram pontuais, tudo no horário certo, sem um minuto de atraso.

Eu numa cadeira bem pertinho do céu. Sentado à direita de Jesus Cristo.
Breve resumo do show: Foi o último show da temporada e de maior público da banda. Ou seja, melhor sexta-feira 13 da minha vida. Agora umas informações úteis se algum de vocês for em algum show na Arena O2. Eles não deixam levar nenhum tipo de aparelho que grave os shows, com exceção de celular, até porque eles não tem muita opção, e eu tenho a leve sensação que em algum momento os seguranças foram na minha seção procurando "algo" provavelmente porque viram alguém gravando alguma coisa. Se vocês estiverem com fome, comam antes de ir pra lá, porque apesar de haver algumas dezenas de opções na Arena O2 (além de casa de show também tem basicamente um shopping lá dentro) tudo é mais caro pela localização estratégica. Então comam antes, ou levem comidinha.

A melhor forma de chegar lá creio que seja pelo Underground mesmo na estação North Greenwich. A minha preocupação era a volta. Por ser tarde, fiquei com medo de "engarrafar" e eu não conseguir tube para o meu destino, mas logo que eu saí da Arena tinham muitos policiais fazendo um cordão de isolamento e organizando todo o fluxo pra estação de metrô. Londres, como sempre, exemplo de organização.

No dia seguinte, eu comecei o roteiro pela estação London Bridge atendida tanto pela Jubilee quanto pela Northern Line. Eu fui pra lá no objetivo de dar uma passada no Borough Market que é um mercado de comidas irresistíveis, que só foram resistíveis pra mim porque eu havia acabado de tomar café da manhã, e mesmo assim foi difícil.

Bem na entrada do mercado
Também não tem fotos aqui porque tava bem difícil me movimentar, e se eu fosse tirar uma foto de cada tipo de comida que tinha lá, eu iria ter que mudar o tema do blog de viagem para gastronomia. Bem na saída do Borough Market, você pode encontrar uns pinheiros de verdade, e não aqueles artificiais que a gente comprar aqui no Brasil.

Loja de pinheiros na saída do Borough Market
Lá perto eu descobri dois lugares interessantes que eu não fazia ideia que existiam. O primeiro foi o Before I Die um projeto de arte que deixou um paredão livre para que as pessoas escrevessem seus desejos de vida. Eu claro fiquei com a mão coçando por não tem um giz pra escrever, mas como eu disse, foi totalmente aleatório o encontro dessa parede então...




Ainda na rua do Borough Market, encontrei na Maya House outra obra artística chamada Blue Men. Bem interessante e aleatório.


Depois eu fui pro Underground decidir meu próximo destino. Detalhe importante. Como parte da comemoração dos 150 de Underground em Londres, fizeram uma campanha com o tema Labirintos. Eu adoro labirintos. E o que eu podia interagir foi na parte que espalharam 270 posters de labirintos pelas estações de metrô, e bem, era sempre interessante estar passando e ver um ou outro. Eu consegui notar a assustadora quantidade de QUATRO posters. Mas é justamente porque existem mil entradas e mil saídas pra cada estação, então a probabilidade de pegar a saída "certa" era pequena. Veja a ironia/metáfora dos metrôs. Eu catei um dos que eu vi e achei mais interessantes.


Imagens retiradas desse site

Então, meu próximo destino era um grande museu que já estava pesando na minha lista fazia um tempo: o British Museum. Tem quatro estações rodeando o metrô, veja aqui qual delas é melhor para vocês. Eu não tinha uma tarde inteira, ou dois dias, ou um vida pra passar lá dentro daquele infinito museu. Como eu sempre me interesso pela seção egípcia, fui direto nela.

No caminho para a seção egípcia, tinham outras sessões muito legais, como a sessão de relógios e a sessão dinheiro.

Apenas uns relógios fantásticos

Para os whovians (fãs de Doctor Who), lá tem uma nota criada por designs, semelhante à uma nota de 10 pounds mas que no fim das contas é totalmente diferente. Ela tem várias referências ao David Tennant que era o Doctor da época.


Também tem lá uma moeda comemorativa de Harry Potter mas que era gastável. Ou seja, valia como dinheiro de verdade. Mas quem iria conseguir gastar uma moeda dessa? Quem? Quem?

Porque caixão é para os fracos 
Só isso que vocês estão perdendo. Só isso.
Eu comprei uma porção de cartões postais fantásticos pra mandar pros meus amigos aqui. Acho uma boa ideia pra quem curte.









A grande burrada da minha vida foi não ter encontrado a Rosetta Stone. Ela foi importantíssima para desvendar hieróglifos egípcios, e ela fica lá nesse museu, e é uma de suas principais atrações, então provavelmente estava bem no meio lá das sessões e eu não consegui encontrar. Esse é o único mal de fazer passeios espontâneos. :S Fica pra próxima.

Saindo do museu, me deparo com isso...

Um agrupamento anormal de pessoas vestidas de Papai Noel
Ainda não faço ideia do que era aquilo, mas deu vontade de estar junto. hahahaha Eu tinha pego informações, porque nesse momento eu já estava morrendo de fome, e decidi almoçar Fish and Chips. Ali perto tinha um muito bom que o segurança do museu me indicou, "The Rock & Sole Plaice" - caso você esteja se perguntando, é assim que se escreve mesmo. Haviam dois preços, um pra comer sentado e outro pra levar (mais barato). Como eu fui muito esperto, eu pedi pra levar. Com um refrigerante. Aí vai um fato interessante sobre Londres: não existem bancos para sentar. Dezembro, como vocês podem imaginar, estava um frio impossível. Daí eu com um refrigerante gelado na mão, uma caixa de fish and chips na outra, e sem canto pra sentar.


Eu rodei bastante até encontrar algo que servia como banco, e só porque vi outras pessoas sentadas. Era uma estátua de bailarina que estava sobre um troço redondo de pedra. Enquanto eu tentava comer, os turistas passavam e viam a bailarina e logo queriam tirar uma foto. E eu tava atrapalhando a foto. :) Comi o mais rápido que podia. Mas estava bem gostoso, só esfriou bem rápido e a porção dava facilmente pra duas pessoas. Outro fato interessante sobre Londres: achar um banco pra sentar é mais fácil que achar um lixeiro.


Eu decidi, depois, chegar dali em alguma parte da margem do Tâmisa. Daí eu fui andando e procurando um lixeiro, só que quando eu finalmente achei um lixeiro e olhei pra direita, encontrei o Covent Garden. E foi mais ou menos isso que eu vi...

Exatamente. Uma rena enorme de grama???
Eu tenho quase certeza que essa foi a primeira vez que eu fui no Covent Garden. Como se já não tivesse massa o suficiente aí, eu vi que tinham renas. Só que vivas. De verdade. Eu pelo menos nunca tinha visto.

Revezamento de Renas acordadas.
Diz "x" Rena
Aí no Covent Garden fica uma das melhores lojas de "turistas". Na verdade, é a loja do London Transport Museum. Só que, eu adoro o Underground, e tem muita mas muita coisa interessante. Como eu ia encontrar meus pais pra viajar, eu saí decorando tudo que eu queria comprar e me prometi que quando eles tivessem em Londres eu iria lá pra comprar (e não consegui! Mas fui uma terceira vez à Londres). 

Talentos britânicos.

Só sei que é uma marca famosa. Só.
Já estava começando a escurecer e ficar mais frio. Decidi ir no Natural History Museum pela 34ª vez. Eu adoro aquele museu, e ouvi falar que estava com uma pista de gelo por lá, então fui dar uma conferida. Alguns bons minutos de um tube bem congestionado, porque já estava no horário de pico, 

Cai cai..... balão!

Anoiteceu e eu já tava com fome de novo. Encontrei com Eli, minha londrina predileta, e ela me levou pra comer no Wafflemeister que tinha bem pertinho do Natural History Museum. Como vocês devem imaginar pelo nome, a especialidade são Waffles. Eu comi essa beleza que tinha mini-oreos...

Saudades Oreo
E se você pensa que o dia acabou, eu não fui pra casa depois disso não, embora eu estivesse de fato morto. Porque com exceção do show, todo o resto eu fiz num dia só, e vocês viram como eu já tinha andado. Só que como eu tinha plena noção de que cada segundo era indispensável, parti pro Winter Wonderland. É um parque que se instala no Hyde Park durante o inverno, esse ano irá de 21 de Novembro até 4 de Janeiro de 2015. A entrada é de graça, e apesar das filas serem grandes, elas andam bem rápido. (Mais informações aqui) O maior problema é esperar em pé no frio, e meio que na lama hahaha Mas é bom pra dar umas voltinhas lá dentro, pra comer algo interessante. Tem de tudo. Eu não pude demorar muito, porque eu ia viajar de madrugada pra Portugal, viagem que eu nem relatei aqui ainda e já vai completar um ano. Mas antes tarde do que nunca.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

7 motivos pra aderir ao Free Walking Tour

O Free Walking Tour é uma tendência que vem surgindo na Europa há alguns anos, desenvolvida para nós que queremos viajar gastando pouco (mesmo assim representando uma pequena fortuna) de forma a otimizar nosso tempo para que seja possível aproveitar o máximo da viagem no menor tempo possível. Se você nunca participou de um FWT, ou nunca teve a oportunidade, dá uma olhada nesses cinco tópicos abaixo e vê se eu te convenço.

1 - É Free

Porque que é Free? Basicamente porque você não tem obrigação de pagar nada. Contrariando a tradicional ideia de pagar pelo tour antes de fazê-lo, o Free Walking Tour propõem justamente o contrário: Faça o tour antes, e ao fim dele você decide quanto é que o guia merece pelo serviço. Se você não quiser pagar nada, não tem problema, mas isso nunca acontece, porque é simplesmente impossível não gratificar os incríveis guias que te entretêm por umas 3 horas. 


Grupo do FWT em Bratislava

2 - Tá sem tempo? Viagem curta?

Nas cidades europeias, principalmente, a grande parte das atrações e monumentos históricos ficam no centro da cidade. O guia vai te levar nos principais lugares, no menor tempo possível, e ainda vai te dizer o que de importante ficou faltando que eles não poderiam te levar à pé. Quem melhor pra te dizer o que de melhor tem pra se ver se não um guia/morador da cidade?

3 - Viaje e Aprenda

Eu sou grande fã do FWT principalmente por causa desse ponto. Viagem é sempre interessante (é), mas quando você tem a oportunidade de entender a história dos lugares, a base, as influências ou até mesmo reviver aquelas provas de história do ensino médio é surreal. Eu brinco com meus amigos que se eu tivesse tido a oportunidade de viajar pela Europa no tempo que eu estava na escola, eu seria mestre em História Mundial. Acho que se um professor gravasse um tour desse, e eventualmente usasse como aula, ia ser sucesso. Pelo menos eu estaria interessado eu trocar as figuras de livros por monumentos vivos, nomes por estátuas e busto, e palavras escritas por palavras faladas.


Teto de Igreja em Roma onde foram representados todos 
os continentes conhecidos (exceto Oceania)

4 - Faça Amigos

Essa dica vai principalmente para aqueles que estão viajando sozinhos. Bem, você vai passar 3 horas com um grupo de pessoas, e a não ser que você seja uma pessoa completamente antissocial, surgirão momentos que você poderá interagir com elas, e provavelmente vai encontrar pessoas que estão no seu hostel também e enfim, criar oportunidades pra qualquer coisa que você quiser. Não custa nada você perguntar pra pessoa: "Desculpa, qual foi a última coisa que a guia falou que eu não consegui entender?" Daí você já tem o pontapé inicial pra conversa, o resto fica a cargo de vocês.

5 - Descole lugares interessantes para comer

Geralmente o tour, pelo menos os que começam as 10:00, vão terminar no que eu chamo de hora da fome. 3 horas andando no sol, ou no frio, ok, simplesmente andando, vão te dar fome, se você for um ser humano normal. Os guia costumam "convidar" você pra ir comer em um restaurante. Como o público alvo do FWT são pessoas com uma grana contada, nunca vão te levar pra algum lugar absurdo. (Inclusive a dica 5 ajuda na dica 4) Você então vai poder culinária típica à um bom preço.

Waterzoi

Acima um Carbonate e abaixo Waterzooi em Bruxelas

6 - É Fácil e Espontâneo

Se você estiver pensando que tem que fazer um cadastro, assinar dois contratos e conseguir quatro carimbos pra poder fazer um tour desse, você está completamente enganado. Os tours acontecem diariamente - pelo menos em todos os lugares que eu fui - e tinha a opção de dois turnos: ou às 10 horas ou às 13:00. Então tem um ponto de encontro na cidade, você chega lá um pouco antes da hora e é isso. Só aproveitar.

7 - Outras possibilidades de Tour

As mesmas companhias que realizam o FWT geralmente oferecem outros tour pagos e com preço fixo. São tours especiais de grande atrações que demandam mais tempo do que a fração dedicada no tour normal, assim como existem outras formas de passeio, por exemplo, de bicicleta em Amsterdã. Há também o famoso Pub Crawl. Ele funciona da seguinte forma, você paga uma taxa e faz um tour passando por vários pubs - obviamente são tours noturnos - e em cada pub você tem direito a uma bebida de graça.

Confira outros destinos na seção Já fui.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

24 horas em Londres em 24 fotos impressionantes

A competição CBRE Fotógrafo Urbano do ano, estabelece o desafio de encapsular a vida da cidade 24 horas.
(Clique nas para ampliá-las)

Meia noite - 'Soho' por Karen Shivas.

CBRE Urban Photographer of the Year/Karen Shivas
1am - 'Canary Wharf' por Bill Green

CBRE Urban Photographer of the Year/Bill Green
2am - 'Cable Car' por Lucas More

CBRE Urban Photographer of the Year/Lucas More
3am - 'The Commuter' por Elliot Kell

CBRE Urban Photographer of the Year/Elliot Kell
4am - 'London' por Mike Deere

CBRE Urban Photographer of the Year/Mike Deere
Lançado em 2007, o Fotógrafo Urbano do Ano agora recebe cerca de 8.000 inscrições de mais de 115 países.

5am - 'Perfect Timing' por Teodoro Duran

CBRE Urban Photographer of the Year/Teodoro Duran
6am - 'Rise' por James Murray

CBRE Urban Photographer of the Year/James Murray
7am - 'Vertical' por David Candlish

CBRE Urban Photographer of the Year/David Candlish
Esta coleção de fotos mostram algumas das inscrições de 2013.

8am - 'Fitness' por Nagy Melinda

CBRE Urban Photographer of the Year/Nagy Melinda
9am - 'The Bridge' por Nicolas Casana

CBRE Urban Photographer of the Year/Nicolas Casana
10am - 'City Hall' por Stuart Kerr

CBRE Urban Photographer of the Year/Stuart Kerr
11am - 'Snap in Time' por Stephen Miller

CBRE Urban Photographer of the Year/Stephen Miller
Meio dia - 'Time Out' por David Candlish

CBRE Urban Photographer of the Year/David Candlish
O tema "Cidades no Trabalho" é projetado para desafiar os fotógrafos amadores e profissionais à capturar o que eles consideram ser a essência da vida urbana, a qualquer hora do dia, seja comovente, inspirador, peculiar ou divertido.

1pm - 'Shard Window Cleaner' por Samara Deen

CBRE Urban Photographer of the Year/Samara Deen
2pm - 'Mass Transport' por Oliver Hine

CBRE Urban Photographer of the Year/Oliver Hine
3pm - 'Regeneration' por Gemma O'Connor

CBRE Urban Photographer of the Year/Gemma O’Connor
4pm - 'This Way Back to London' por Oliver Hine

CBRE Urban Photographer of the Year/Oliver Hine
5pm - 'Many Means of Travel' por Brydn Webb

CBRE Urban Photographer of the Year/Brydn Webb
6pm - 'Men' por Tim Hunt

CBRE Urban Photographer of the Year/Tim Hunt
7pm - 'London Office Block' por Heather Buckley

CBRE Urban Photographer of the Year/Heather Buckley
8pm - 'Sunset In London' por Scott Davies

CBRE Urban Photographer of the Year/Scott Davies
9pm - 'The Circus' por Sharif Islam

CBRE Urban Photographer of the Year/Sharif Islam
10pm - 'War of the Worlds with a bit of 'Close Encounters' thrown in' por Simon Hadleigh Sparks

CBRE Urban Photographer of the Year/Simon Hadleigh Sparks
11pm - 'Light Trails at Saint Paul' por Teodoro Duran

CBRE Urban Photographer of the Year/Teodoro Duran
Compartilhado originalmente pelo Buzzfeed.
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