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sábado, 27 de setembro de 2014

Roteiro de Natal em Londres - Parte I

Em Dezembro do ano passado eu fui à Londres duas vezes: uma sozinho pra assistir um show de Two Door Cinema Club e outra com meus pais que foram lá me visitar. Então vou transformar esse relato em um roteiro natalino já que muitos dos pontos turísticos de Londres foram "natalinizados". Vou dividir o roteiro em duas partes, essa vai ser a primeira que eu fui sozinho e depois eu completo com a parte que eu fiz com meus pais, e que vai incluir pontos bem mais tradicionais.

Eu já vinha antecipando a data 13/12/14 há pelo menos uns dois meses, porque eu havia comprado um ingresso para um show de minha banda predileta Two Door Cinema Club e logo já vinha planejando essa ida à Londres. O show foi na Arena O2 começou pontualmente as 20:00 e terminou por volta das 23:00. Era impressionante que até as trocas de banda eram pontuais, tudo no horário certo, sem um minuto de atraso. 

Eu numa cadeira bem pertinho do céu. Sentado a direita de Jesus Cristo.
Breve resumo do show: Foi o último show da temporada e de maior público da banda. Ou seja, melhor sexta-feira 13 da minha vida. Agora umas informações úteis se algum de vocês for em algum show na Arena O2. Eles não deixam levar nenhum tipo de aparelho que grave os shows, com exceção de celular, até porque eles não tem muita opção, e eu tenho a leve sensação que em algum momento os seguranças foram na minha seção procurando "algo" provavelmente porque viram alguém gravando alguma coisa. Se vocês estiverem com fome, comam antes de ir pra lá, porque apesar de haver algumas dezenas de opções na Arena O2 (além de casa de show também tem basicamente um shopping lá dentro) tudo é mais caro pela localização estratégica. Então comam antes, ou levem comidinha.

A melhor forma de chegar lá creio que seja pelo Underground mesmo na estação North Greenwich. A minha preocupação era a volta. Por ser tarde, fiquei com medo de "engarrafar" e eu não conseguir tube para o meu destino, mas logo que eu saí da Arena tinham muitos policiais fazendo um cordão de isolamento e organizando todo o fluxo pra estação de metrô. Londres, como sempre, exemplo de organização.

No dia seguinte, eu comecei o roteiro pela estação London Bridge atendida tanto pela Jubilee quanto pela Northern Line. Eu fui pra lá no objetivo de dar uma passada no Borough Market que é um mercado de comidas irresistíveis, que só foram resistíveis pra mim porque eu havia acabado de tomar café da manhã, e mesmo assim foi difícil.

Bem na entrada do mercado
Também não tem fotos aqui porque tava bem difícil me movimentar, e se eu fosse tirar uma foto de cada tipo de comida que tinha lá, eu iria ter que mudar o tema do blog de viagem para gastronomia. Bem na saída do Borough Market, você pode encontrar uns pinheiros de verdade, e não aqueles artificiais que a gente comprar aqui no Brasil.

Loja de pinheiros na saída do Borough Market
Lá perto eu descobri dois lugares interessantes que eu não fazia ideia que existiam. O primeiro foi o Before I Die um projeto de arte que deixou um paredão livre para que as pessoas escrevessem seus desejos de vida. Eu claro fiquei com a mão coçando por não tem um giz pra escrever, mas como eu disse, foi totalmente aleatório o encontro dessa parede então...




Ainda na rua do Borough Market, encontrei na Maya House outra obra artística chamada Blue Men. Bem interessante e aleatório.


Depois eu fui pro Underground decidir meu próximo destino. Detalhe importante. Como parte da comemoração dos 150 de Underground em Londres, fizeram uma campanha com o tema Labirintos. Eu adoro labirintos. E o que eu podia interagir foi na parte que espalharam 270 posters de labirintos pelas estações de metrô, e bem, era sempre interessante estar passando e ver um ou outro. Eu consegui notar a assustadora quantidade de QUATRO posters. Mas é justamente porque existem mil entradas e mil saídas pra cada estação, então a probabilidade de pegar a saída "certa" era pequena. Veja a ironia/metáfora dos metrôs. Eu catei um dos que eu vi e achei mais interessantes.


Imagens retiradas desse site

Então, meu próximo destino era um grande museu que já estava pesando na minha lista fazia um tempo: o British Museum. Tem quatro estações rodeando o metrô, veja aqui qual delas é melhor para vocês. Eu não tinha uma tarde inteira, ou dois dias, ou um vida pra passar lá dentro daquele infinito museu. Como eu sempre me interesso pela seção egípcia, fui direto nela.

No caminho para a seção egípcia, tinham outras sessões muito legais, como a sessão de relógios e a sessão dinheiro.

Apenas uns relógios fantásticos

Para os whovians (fãs de Doctor Who), lá tem uma nota criada por designs, semelhante à uma nota de 10 pounds mas que no fim das contas é totalmente diferente. Ela tem várias referências ao David Tennant que era o Doctor da época.


Também tem lá uma moeda comemorativa de Harry Potter mas que era gastável. Ou seja, valia como dinheiro de verdade. Mas quem iria conseguir gastar uma moeda dessa? Quem? Quem?

Porque caixão é para os fracos 
Só isso que vocês estão perdendo. Só isso.
Eu comprei uma porção de cartões postais fantásticos pra mandar pros meus amigos aqui. Acho uma boa ideia pra quem curte.









A grande burrada da minha vida foi não ter encontrado a Rosetta Stone. Ela foi importantíssima para desvendar hieróglifos egípcios, e ela fica lá nesse museu, e é uma de suas principais atrações, então provavelmente estava bem no meio lá das sessões e eu não consegui encontrar. Esse é o único mal de fazer passeios espontâneos. :S Fica pra próxima.

Saindo do museu, me deparo com isso...

Um agrupamento anormal de pessoas vestidas de Papai Noel
Ainda não faço ideia do que era aquilo, mas deu vontade de estar junto. hahahaha Eu tinha pego informações, porque nesse momento eu já estava morrendo de fome, e decidi almoçar Fish and Chips. Ali perto tinha um muito bom que o segurança do museu me indicou, "The Rock & Sole Plaice" - caso você esteja se perguntando, é assim que se escreve mesmo. Haviam dois preços, um pra comer sentado e outro pra levar (mais barato). Como eu fui muito esperto, eu pedi pra levar. Com um refrigerante. Aí vai um fato interessante sobre Londres: não existem bancos para sentar. Dezembro, como vocês podem imaginar, estava um frio impossível. Daí eu com um refrigerante gelado na mão, uma caixa de fish and chips na outra, e sem canto pra sentar.


Eu rodei bastante até encontrar algo que servia como banco, e só porque vi outras pessoas sentadas. Era uma estátua de bailarina que estava sobre um troço redondo de pedra. Enquanto eu tentava comer, os turistas passavam e viam a bailarina e logo queriam tirar uma foto. E eu tava atrapalhando a foto. :) Comi o mais rápido que podia. Mas estava bem gostoso, só esfriou bem rápido e a porção dava facilmente pra duas pessoas. Outro fato interessante sobre Londres: achar um banco pra sentar é mais fácil que achar um lixeiro.


Eu decidi, depois, chegar dali em alguma parte da margem do Tâmisa. Daí eu fui andando e procurando um lixeiro, só que quando eu finalmente achei um lixeiro e olhei pra direita, encontrei o Covent Garden. E foi mais ou menos isso que eu vi...

Exatamente. Uma rena enorme de grama???
Eu tenho quase certeza que essa foi a primeira vez que eu fui no Covent Garden. Como se já não tivesse massa o suficiente aí, eu vi que tinham renas. Só que vivas. De verdade. Eu pelo menos nunca tinha visto.

Revezamento de Renas acordadas.
Diz "x" Rena
Aí no Covent Garden fica uma das melhores lojas de "turistas". Na verdade, é a loja do London Transport Museum. Só que, eu adoro o Underground, e tem muita mas muita coisa interessante. Como eu ia encontrar meus pais pra viajar, eu saí decorando tudo que eu queria comprar e me prometi que quando eles tivessem em Londres eu iria lá pra comprar (e não consegui! Mas fui uma terceira vez à Londres). 

Talentos britânicos.

Só sei que é uma marca famosa. Só.
Já estava começando a escurecer e ficar mais frio. Decidi ir no Natural History Museum pela 34ª vez. Eu adoro aquele museu, e ouvi falar que estava com uma pista de gelo por lá, então fui dar uma conferida. Alguns bons minutos de um tube bem congestionado, porque já estava no horário de pico, 

Cai cai..... balão!

Anoiteceu e eu já tava com fome de novo. Encontrei com Eli, minha londrina predileta, e ela me levou pra comer no Wafflemeister que tinha bem pertinho do Natural History Museum. Como vocês devem imaginar pelo nome, a especialidade são Waffles. Eu comi essa beleza que tinha mini-oreos...

Saudades Oreo
E se você pensa que o dia acabou, eu não fui pra casa depois disso não, embora eu estivesse de fato morto. Porque com exceção do show, todo o resto eu fiz num dia só, e vocês viram como eu já tinha andado. Só que como eu tinha plena noção de que cada segundo era indispensável, parti pro Winter Wonderland. É um parque que se instala no Hyde Park durante o inverno, esse ano irá de 21 de Novembro até 4 de Janeiro de 2015. A entrada é de graça, e apesar das filas serem grandes, elas andam bem rápido. (Mais informações aqui) O maior problema é esperar em pé no frio, e meio que na lama hahaha Mas é bom pra dar umas voltinhas lá dentro, pra comer algo interessante. Tem de tudo. Eu não pude demorar muito, porque eu ia viajar de madrugada pra Portugal, viagem que eu nem relatei aqui ainda e já vai completar um ano. Mas antes tarde do que nunca.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

7 motivos pra aderir ao Free Walking Tour

O Free Walking Tour é uma tendência que vem surgindo na Europa há alguns anos, desenvolvida para nós que queremos viajar gastando pouco (mesmo assim representando uma pequena fortuna) de forma a otimizar nosso tempo para que seja possível aproveitar o máximo da viagem no menor tempo possível. Se você nunca participou de um FWT, ou nunca teve a oportunidade, dá uma olhada nesses cinco tópicos abaixo e vê se eu te convenço.

1 - É Free

Porque que é Free? Basicamente porque você não tem obrigação de pagar nada. Contrariando a tradicional ideia de pagar pelo tour antes de fazê-lo, o Free Walking Tour propõem justamente o contrário: Faça o tour antes, e ao fim dele você decide quanto é que o guia merece pelo serviço. Se você não quiser pagar nada, não tem problema, mas isso nunca acontece, porque é simplesmente impossível não gratificar os incríveis guias que te entretêm por umas 3 horas. 


Grupo do FWT em Bratislava

2 - Tá sem tempo? Viagem curta?

Nas cidades europeias, principalmente, a grande parte das atrações e monumentos históricos ficam no centro da cidade. O guia vai te levar nos principais lugares, no menor tempo possível, e ainda vai te dizer o que de importante ficou faltando que eles não poderiam te levar à pé. Quem melhor pra te dizer o que de melhor tem pra se ver se não um guia/morador da cidade?

3 - Viaje e Aprenda

Eu sou grande fã do FWT principalmente por causa desse ponto. Viagem é sempre interessante (é), mas quando você tem a oportunidade de entender a história dos lugares, a base, as influências ou até mesmo reviver aquelas provas de história do ensino médio é surreal. Eu brinco com meus amigos que se eu tivesse tido a oportunidade de viajar pela Europa no tempo que eu estava na escola, eu seria mestre em História Mundial. Acho que se um professor gravasse um tour desse, e eventualmente usasse como aula, ia ser sucesso. Pelo menos eu estaria interessado eu trocar as figuras de livros por monumentos vivos, nomes por estátuas e busto, e palavras escritas por palavras faladas.


Teto de Igreja em Roma onde foram representados todos 
os continentes conhecidos (exceto Oceania)

4 - Faça Amigos

Essa dica vai principalmente para aqueles que estão viajando sozinhos. Bem, você vai passar 3 horas com um grupo de pessoas, e a não ser que você seja uma pessoa completamente antissocial, surgirão momentos que você poderá interagir com elas, e provavelmente vai encontrar pessoas que estão no seu hostel também e enfim, criar oportunidades pra qualquer coisa que você quiser. Não custa nada você perguntar pra pessoa: "Desculpa, qual foi a última coisa que a guia falou que eu não consegui entender?" Daí você já tem o pontapé inicial pra conversa, o resto fica a cargo de vocês.

5 - Descole lugares interessantes para comer

Geralmente o tour, pelo menos os que começam as 10:00, vão terminar no que eu chamo de hora da fome. 3 horas andando no sol, ou no frio, ok, simplesmente andando, vão te dar fome, se você for um ser humano normal. Os guia costumam "convidar" você pra ir comer em um restaurante. Como o público alvo do FWT são pessoas com uma grana contada, nunca vão te levar pra algum lugar absurdo. (Inclusive a dica 5 ajuda na dica 4) Você então vai poder culinária típica à um bom preço.

Waterzoi

Acima um Carbonate e abaixo Waterzooi em Bruxelas

6 - É Fácil e Espontâneo

Se você estiver pensando que tem que fazer um cadastro, assinar dois contratos e conseguir quatro carimbos pra poder fazer um tour desse, você está completamente enganado. Os tours acontecem diariamente - pelo menos em todos os lugares que eu fui - e tinha a opção de dois turnos: ou às 10 horas ou às 13:00. Então tem um ponto de encontro na cidade, você chega lá um pouco antes da hora e é isso. Só aproveitar.

7 - Outras possibilidades de Tour

As mesmas companhias que realizam o FWT geralmente oferecem outros tour pagos e com preço fixo. São tours especiais de grande atrações que demandam mais tempo do que a fração dedicada no tour normal, assim como existem outras formas de passeio, por exemplo, de bicicleta em Amsterdã. Há também o famoso Pub Crawl. Ele funciona da seguinte forma, você paga uma taxa e faz um tour passando por vários pubs - obviamente são tours noturnos - e em cada pub você tem direito a uma bebida de graça.

Confira outros destinos na seção Já fui.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

24 horas em Londres em 24 fotos impressionantes

A competição CBRE Fotógrafo Urbano do ano, estabelece o desafio de encapsular a vida da cidade 24 horas.
(Clique nas para ampliá-las)

Meia noite - 'Soho' por Karen Shivas.

CBRE Urban Photographer of the Year/Karen Shivas
1am - 'Canary Wharf' por Bill Green

CBRE Urban Photographer of the Year/Bill Green
2am - 'Cable Car' por Lucas More

CBRE Urban Photographer of the Year/Lucas More
3am - 'The Commuter' por Elliot Kell

CBRE Urban Photographer of the Year/Elliot Kell
4am - 'London' por Mike Deere

CBRE Urban Photographer of the Year/Mike Deere
Lançado em 2007, o Fotógrafo Urbano do Ano agora recebe cerca de 8.000 inscrições de mais de 115 países.

5am - 'Perfect Timing' por Teodoro Duran

CBRE Urban Photographer of the Year/Teodoro Duran
6am - 'Rise' por James Murray

CBRE Urban Photographer of the Year/James Murray
7am - 'Vertical' por David Candlish

CBRE Urban Photographer of the Year/David Candlish
Esta coleção de fotos mostram algumas das inscrições de 2013.

8am - 'Fitness' por Nagy Melinda

CBRE Urban Photographer of the Year/Nagy Melinda
9am - 'The Bridge' por Nicolas Casana

CBRE Urban Photographer of the Year/Nicolas Casana
10am - 'City Hall' por Stuart Kerr

CBRE Urban Photographer of the Year/Stuart Kerr
11am - 'Snap in Time' por Stephen Miller

CBRE Urban Photographer of the Year/Stephen Miller
Meio dia - 'Time Out' por David Candlish

CBRE Urban Photographer of the Year/David Candlish
O tema "Cidades no Trabalho" é projetado para desafiar os fotógrafos amadores e profissionais à capturar o que eles consideram ser a essência da vida urbana, a qualquer hora do dia, seja comovente, inspirador, peculiar ou divertido.

1pm - 'Shard Window Cleaner' por Samara Deen

CBRE Urban Photographer of the Year/Samara Deen
2pm - 'Mass Transport' por Oliver Hine

CBRE Urban Photographer of the Year/Oliver Hine
3pm - 'Regeneration' por Gemma O'Connor

CBRE Urban Photographer of the Year/Gemma O’Connor
4pm - 'This Way Back to London' por Oliver Hine

CBRE Urban Photographer of the Year/Oliver Hine
5pm - 'Many Means of Travel' por Brydn Webb

CBRE Urban Photographer of the Year/Brydn Webb
6pm - 'Men' por Tim Hunt

CBRE Urban Photographer of the Year/Tim Hunt
7pm - 'London Office Block' por Heather Buckley

CBRE Urban Photographer of the Year/Heather Buckley
8pm - 'Sunset In London' por Scott Davies

CBRE Urban Photographer of the Year/Scott Davies
9pm - 'The Circus' por Sharif Islam

CBRE Urban Photographer of the Year/Sharif Islam
10pm - 'War of the Worlds with a bit of 'Close Encounters' thrown in' por Simon Hadleigh Sparks

CBRE Urban Photographer of the Year/Simon Hadleigh Sparks
11pm - 'Light Trails at Saint Paul' por Teodoro Duran

CBRE Urban Photographer of the Year/Teodoro Duran
Compartilhado originalmente pelo Buzzfeed.
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