quarta-feira, 6 de março de 2013

Teorema da densidade brasileirística

"Onde quer que eu brasileiro vá, encontrará um semelhante." Eu não acreditava, mas realmente tem brasileiro em todo lugar do mundo. Afinal, nós somos um povo de grande diversidade, então fica fácil pra gente se espalhar pelo mundo, e surpresos ou não, encontramos um aqui em Coventry, ou melhor uma. Eis que estando no subway, já na final pra decidir o que iriamos comer, começamos a conversar entre si - em português claro - e uma alma se anuncia: "Brasileiros?". Festa, encontro de brasileiro num país distante da nossa terra não tem como acabar diferente. Uma brasiliense que mora à 10 anos em Coventry surge em nossas vidas.

Quem melhor pra te dar todas as dicas de uma cidade que não um brasileiro? A gente tem mãnha, e nossa percepção de oportunidades é melhor do que qualquer outro povo. Depois de por todo o assunto em dia, conversa pra cá, conversa pra lá, catamos as dicas essenciais dessa cidade no meio da Inglaterra. Estávamos todos atrás de bicicletas, buscamos em algumas lojas até, mas com orientação ficou mais fácil. Acabou que compramos online, na sports direct, por uma pechincha de 70 pounds. Agora é montado nessa bicicleta pra onde quer que vamos, afinal temos que fazer valer esse dinheiro em um ano aqui, e ainda serve de academia pra pernas, porque as ladeiras de Coventry não deixam sair barato.

Ainda não cheguei à conclusão do nome dela,
então se alguém tiver sugestões, aceito prontamente.
É claro que com uma bicicleta em mãos, morando num país onde os parques são um dos destinos favoritos dos ingleses, não podia faltar um passeio de bicicleta. A escolha da vez foi o War Memorial Park, como o próprio nome já diz, um parque criado em memória aos soldados que pereceram durante as duas guerras mundiais e em sinal de reconhecimento ao trabalho deles ao país, cada árvore do parque tem uma plaquinha representando cada um dos soldados de Coventry. Infelizmente, as árvores continuam aparecendo, agora não por causa das guerras, mas ainda sim existem soldados que morrem em uma causas nos dias de hoje.

Gorro aleatório que surgiu em cima dessa estaca.
Eu só acho que foi o doctor who. Vejam o foguetinho.
O parque é simplesmente enorme. Para nossa surpresa, ao chegarmos lá, estava acontecendo um corrida em prol da causa idosa.

We campaign on the things that matter to all of us as we get older. 
Sometimes the problems we face in later life just can't be tackled on our own.  

Tinha muita gente relativamente idosa correndo, e eles não estava lá pra vencer, nem pra somente competir. Elas queriam realmente apoiar uma causa. Não tinha como não prestar atenção nos parentes que esperavam ansiosos pelos pais ou mesmo avós na linha de chegada, os papeis invertidos mas sentimentos mesclados. Deu muita vontade de participar, nem que seja pra ter um ataque cardíaco no meio ou ir rolando até a linha de chegada, mas veremos se a oportunidade aparecerá.

Uma hora e 19 minutos. Tinha muito jovem que já tinha acabado e muitos velhinhos na labuta,
mas mesmo assim não vi ninguém desistindo. Pense duas vezes antes de ter preguiça agora.
Demos uma volta completa no parque, e cenários interessantes não faltaram.


Eu ainda descubro a história por trás do brasão de Coventry.

Cada árvore representa uma alma, e cada alma está eternizada em outra vida,
que cria raízes numa cidade repleta de cicatrizes culturais.
A lembrança de um guerreiro.
O Brasil estava jogando uma bolinha no parque e a gente não sabia. 
Uma vez que as portas são abertas, você se encontra no meio daquilo
que guerras só trazem: memórias dolorosas e nada mais.
O sol estava de brincadeira. Se escondeu a manhã toda debaixo do seu cobertor de nuvens, ele estava como eu fico todo dia de manhã, sem querer sair do edredom, mas por pirraça, quando estávamos nos despedindo do parque, ele resolveu dar o ar da graça, ou melhor a luz da graça. 

Primeiro, o cobertor saiu.
Enfim, o menino sol saiu da cama.
Pra selar o ritual inglês, fomos almoçar num simpático pub inglês chamado Brown's e eu não podia deixar de escolher um prato britânico, no caso a escolha foi Shepherd's Pie, um prato irlandês.

Torta de carne de carneiro, com uma crosta de purê de batatas,
acompanhada de batatas assadas, arroz e salada. Água na boca hein?
O que eu achei? Eu curti. A primeira provada é bem diferente, o tempero não é parecido, claro que pode ser o carneiro, não estou acostumado com essa carne, mas enfim, comi tudinho e se eu não tivesse gostado, não tinha comido. Sério. Ah, destaque pro pôster dos Beatles que chamou atenção na parede.


E como se o sol tivesse dado um sinal, ontem foi o dia mais quente do ano, até agora em Coventry. Houveram boatos que ingleses saíram de casa com seus shorts e sandálias, enquanto eu estava em casa, no 'calor' - pior que fez calor mesmo - mas pra compensar, botei meus picolés, os quais comprei 20 por 3 pounds, e todo são muito bons, pra fazer valer a pena, e claro tentar trabalhar no mar de assignments(trabalhos) que temos que fazer.

O problema é que depois de muito tempo trabalhando na mesma coisa, você meio que perde todo o saco do mundo pra fazer isso, então o resultado é mais ou menos isso.


Basicamente o que resta é esperar que o trabalho saia aceitável. A deadline está chegando. Me desejem sorte.

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Coventry x Coventry

Dividi em algumas seções principais e tentei explicar mais ou menos como é aqui pra quem tá vindo e falei um pouco da universidade pra ajudar os indecisos a se decidirem.

Frio
Assim que a gente chegou estava muito frio. Então era segunda pele em cima e embaixo, mais calça e camisa longa e casaco, fora os clássicos cachecol, luvas e gorro. Agora o tempo melhorou, então eu já não uso a segunda pele de cima, mas o frio nas pernas continua o mesmo, então ele fica. Tem dia que faz um calorzinho, então eu fico de casaco aberto e sem gorro, talvez sem luvas, mas nunca sem cachecol, muito frio no pescoço. Enfim, o frio é algo que você acaba se acostumando, mas se torna algo que você supera, e é apenas outra coisa diferente que acaba virando normal. 

Algumas pessoas reclamam do aquecimento em casa, que é frio, e que o aquecedor só funciona algumas horas específicas, isso acontece, mas dei sorte na minha casa porque ela é muito quente, até demais, tipo eu durmo com meu aquecedor desligado e apenas com um short. Faz muito calor dentro do quarto, e a casa é bem quente, fico como ficaria na minha casa do Brasil, inclusive sem camisa, mas isso não é muito comum na casa de todo mundo, mas enfim.

Pessoas

Em geral, todo mundo é muito educado. Quando eu digo todo mundo falo de pessoas que moram em Coventry e ao contrário do que eu pensava é uma horda de imigrantes. É tipo MUITO difícil encontrar algum canto que não tenha pelo menos um atendente imigrante. Os taxistas todos, até onde eu vi, são muçulmanos, inclusive indianos. A diversidade aqui é muito grande, de todo lugar sai imigrante.

As pessoas nas ruas são muito simpáticas e prestativas, é sorry pra aqui, sorry pra lá. Os adolescentes que não são tão sociáveis assim, na verdade é bem difícil de ver assim na rua, você vê mais universitários e tal. Enfim tudo muito de boa.

Comida

Fast food. Isso é o que alimenta muita gente por aqui, afinal restaurante mesmo é muito difícil de se achar e quando se vê, é caro. Muita comida inglesa é servida em pubs, mas não se vê pessoas parando pra ir comer lá, os fast foods que movem a galera. Eu, particularmente, estou fazendo bastante comida em casa, primeiro que é mil vezes mais barato e com isso você escolhe melhor o que comer, claro que nem sempre tem tempo pra fazer isso, mas sempre que pode, o caminho é esse.

Universidade

Esse é o ponto que mais querem saber, então vamos lá. Só tenho acesso a um prédio, que é o de engenharia, tem 3 andares que os alunos podem acessar, mais um no subsolo. É um prédio bem high tech em que as salas são dispostas geralmente em quatro mesas grandes que acomodam até uns 12 alunos, são geralmente triangulares de cantos ovalados, então se apertar cabe 4 de cada lado. Sempre tem monitores, pelo menos uns 4, e assim você pode ficar de costas pro professor e assistir a aula mesmo assim. Todas minhas aulas são em slide.

Acompanhado da aula teórica, que dura uma hora, com exceção de 1 disciplina que tem 2 horas de aula teórica, tem os laboratórios que duram 2h. (Não sei se isso se aplica a todos os cursos, ou se também se aplica a graduação) Usamos 2 laboratórios, um só de computadores e outro de material elétrico, tipo osciloscópio, fontes e com todo o escarcel de coisas eletrônicas possível. A diferença é que no Brasil, o que tem um ou dois equipamentos, aqui tem 5 por bancada e tem umas 8 bancadas, então equipamento definitivamente não é problema. 

As aulas são submetidas online, num sistema de login, e lá você tem acesso a todo material que o professor disponibiliza. Você também ganha um email constitucional que é sua fonte de comunicação com a universidade em si.

Nossa sala é compostas basicamente de brasileiros, chineses, nigerianos e indianos. Não tem um inglês pra contar história. Porque? Não sei. Existem ingleses na universidade sim, mas a grande maioria, pelo menos em engenharia é de imigrantes. No começo era bem estranho, mas acaba acostumando. Tem starbucks no prédio de engenharia, não sei se isso é relevante. O prédio tem computadores espalhados por todo canto que você pensar e você pode usar eles sem problemas. Também tem impressora/copiadora se você precisar que manda tudo direto no seu email constitucional.

Geralmente de manhã quando chego faço check-in - confirmar que comparece na universidade, questão burocrática do visto - com um cartão que recebi quando fiz o enrollment e toda porta eletrônica da universidade é aberta só com ele. Tipo até ginásio, biblioteca, roleta, tudo se abre com esse cartão. Até o The Hub, que é um espaço de socialização da universidade. Já falei dele no post Kasbah.

No momento, estou cheio de trabalhos pra fazer. Estou fazendo mestrado, expliquei melhor no post Master of Science, e temos muita coisa pra entregar. No momento são 3 trabalhos escritos e 2 práticos. Então a previsão pro easter break é de estudo, com viagens esporádicas pra dar uma relaxada.

Distâncias

Coventry é uma cidade média com uma disposição desigual mas de certa forma interessante. A maioria das coisas se concentra no meio da cidade, dentro de um 'anel', inclusive a universidade, então se você mora perto disso, mora perto de tudo interessante. Eu moro perto. Geralmente gasto 20 minutos andando ou 15 de bicicleta. Ah, faço tudo de bicicleta agora. #saudável Então contanto que você não seja um completo preguiçoso pra andar, ou mesmo que seja, você se acostuma.

O que tem pra fazer?

Pub, Boate, Cinema. Não muda muita coisa, exceto que muda tudo. O país, os costumes, as pessoas, as músicas. 

Coventry por Coventry  ~de frente com gabi (8) ~

As lojas fecham cedo, é triste isso. As vezes a cidade fica meio fantasma, mas tem muita coisa legal pra visitar e a localização dentro bem no meio da Inglaterra ajuda muito na hora que você pensa em viagem. Eu não me arrependo de ter vindo pra cá e estou gostando bastante, você pode constatar isso pelas postagens do blog aí, só dar uma lida.

Quer ver mais postagens específicas pro Ciências sem Fronteiras? Clique aqui.

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sábado, 2 de março de 2013

Tower Bridge - Eu fui!

"Completada em 1984, esta rebuscada peça da engenharia vitoriana rapidamente se tornou o símbolo de Londres. Suas torres em pináculo e os passadiços sustentam o mecanismo para levantar a pista para a passagem de grande navios ou em ocasiões especiais.
A ponte agora abriga a exposição The Tower Bridge, com mostras interativas sobre sua história, fantásticas vistas das redondezas e uma visita de perto ao motor a vapor responsável pelo mecanismo até 1976, quando o sistema foi eletrificado."

No site tem um vídeo sintetizando a Exibição. Veja clicando AQUI.

Informações Extras:
Telefone: 020 7403 3761
Metrô mais próximo: Tower Hill. Linhas Circle e District.

Existe uma razão por eu não ter colocado fotos antes. É porque eu tenho um Quebra-Cabeça 3D que eu ganhei de uma amiga. Eu tirei algumas fotos pra fazer uma comparação com a original. Divirtam-se.





Aqui vão mais algumas:




Eu estava assistindo Sherlock Holmes quando em uma cena passou a construção da Tower Bridge. Como o filme é de época, aparentemente se passa nessa época, e eles tomaram bastante cuidado com os detalhes.


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Acho que a Tower Bridge com certeza era uma das minhas atrações mais esperadas, afinal eu tinha um réplica dela no meu quarto, então todos os dias eu acordava olhando pra aquela perfeição e revivendo o sonho na minha cabeça mil vezes. Como a própria exposição fala, a Tower Bridge é a ponte mais famosa do mundo e a exposição é igualmente sensacional.

Logo na saída do Underground, um relógio solar. Porra, um relógio solar. Só Londres mesmo pra reservar esses segredinhos em cantos aleatórios. Eu acho muito massa relógios solares, tipo minha vontade é comprar um de pulso, porque daí você não precisa de pilhas nunca mais. Humanidade genial que inventou isso a sei lá quanto tempo.

11 horas em ponto. Seria mais legal se tivesse caído em um momento com minutos, mas enfim, funfa mesmo.
Tinha muita gente aí, olhando o relógio, mas ainda consegui achar outra coisinha.

Sinais.O relógio foi construído 20 anos atrás, no ano em que nasci. 
Nessa direção tinha um relógio e na oposta, bem uma vista sensacional. Esse lugar é maravilhoso. O lugar onde fica o relógio é o mais alto de um jardim, virado pra Tower of London. Outra atração muito legal que não tive a oportunidade de conhecer, mas talvez eu vá. E dali já dava pra avistar o Tâmisa, claro. Thames.

Wakefield Gardens
Nem preciso falar mais nada
Underground x Bright SunlightIsso é a câmera do celular, não reclamem.
Ali do outro lado da rua é a Tower of London, e depois dela o Tâmisa.
Eu sou meio alvoroçado pra chegar nas coisas, uma vez que eu já as avistei, então minha vontade mesmo era sair correndo no meio da rua em direção a Tower Bridge. Em contraste à isso, eu tinha a mesma vontade de parar num lugar e ficar sentado apenas vendo as coisas acontecerem. É aquele tipo de coisa que você quer só fazer parte e isso é o suficiente.

Right. Look Right.
Watch out, or you might be hit.
Atravessando a rua tem um grande calçadão que dá pro Tâmisa se você for direto e a sua esquerda tem a imensa Tower of London pra admirar, e visitar também.

Cold Shadows
Apesar da claridade, estava frio. Veja eu todo agasalhado.
Quando tinha visto antes as coisas da Tower of London não tinha me dado conta de como ela é exuberante. Voltarei nos arredores. Seguimos enfim, em direção a Tower Bridge. Entre a Tower of London e o Tâmisa tem uma bela margem, com bancos, muito bem arborizada. Fotos e fotos, claro. Liga o vídeo do youtube e deixa de trilha sonora. Recomendo.

Duologue - Push it

Chá de cadeira.
Muito válido passar 5 minutos que seja, sentado,
esperando o tempo passar e só.
Dá pra ouvir ela te chamando?
No caso de emergência...

Nessa foto só faltam eu e uma bicicleta bem no meio. 
Saving our dreams

Seria um farol ou aqui também tem sol?
Pássaros-caça.
Just free, after all, I believe I can fly.

Foi aqui que eu tirei a minha foto predileta até agora no UK. Não sei se vocês vão concordar mais aqui vai.

Lumus maxima
O negócio agora era partir mesmo pra Tower Bridge e ver a exposição. Estava promoção pra estudante, muito bom 4,20 pounds. Você só tinha que mostrar alguma identificação. Como eu já tinha o NUS foi de boa. Guardei o ticket de entrada para todo o sempre claro. Logo na entrada tinha outra maquina daquela que você põe um pence e um pound. Lembram do post M&M's World London? Gente, eu me odiava porque não carregava comigo pences. Na próxima viagem que eu for, vou levar um saco. Felizmente tinha coleguinhas que tinham pences, e fiz claro outro souvenir medalhão.

A foto está péssima, mas a preguiça de tirar outra é muito grande.
Primeiro a gente sobe num elevador bem largo e já lá no alto, chegamos numa sala onde é passado um vídeo bem interessante dos envolvidos na criação da Tower Bridge, em forma de personagens, alguns deles nas molduras dos quadros.

Eles brigam bastante e lembra Harry Potter, esses quadros falantes, não?
Então seguimos por um corredor imenso, que são aquelas tiras que interligam as duas torres da ponte. Lá dentro do lado esquerdo tem fotos das pontes mais importantes e arrojadas do mundo. Sensacionais. E do outro são na maioria informações a respeito do Tâmisa e números relacionados à Tower Bridge, além de janelinhas pra tirar foto lá de cima.

O corredor do qual falei.


Você está autorizado à abri-las e conseguir melhores fotos.
Chegando do outro lado, temos outro vídeo mostrando como a ponte foi construída. Coisa de 3 ou 4 minutos. Também interessante. Descemos então lances e lances de escadas, bem suaves, diga-se de passagem, e em cada um deles tem 'esculturas' de cantos significativos dessa cidade extraordinária.

Chegando mais ou menos na metade da jornada de descida das escadas, mais uma parada para uma pequena exposição aleatória e mais algumas fotos.

Janelas me fascinam.
Ainda mais quando elas mostram o que não costumam mostrar.
Luz da criação.
Chegando na altura do Tâmisa novamente, usamos o bilhete que recebemos no começo para ter acesso à casa das máquinas, agora uma exposição física de como uma parte da ponte é erguida para dar passagem à navios. 

Siga em frente e não olhe para trás. 
River Thames
Foto simbólica, porque o cenário se mexe.

Dois vídeos de amostra do que tem de interação lá :)



E por fim, saímos e foto pro outro lado, onde as fotos finalmente ficam melhores já que o sol está ao nosso favor. Nem tirei tantas fotos assim, mas...

Intervalo das crianças, intervalo na minha vida.
Ela e só ela.
Post longo mas espero que tenha valido o tempo usado. Até a próxima.