quinta-feira, 27 de junho de 2013

Vienna do Lixo ao Luxo

Nome: Vienna
País: Austria
Língua Oficial: Alemão
Moeda: Euro

Austria
Olá pra vocês que continuam viajando comigo. No último post, eu estava em Bratislava passei só um dia, cheguei a noite, dormi, e no final do outro dia iríamos à Vienna. Bem, voltamos pro Hostel pra buscar nossas bagagens e pegar um trem por voltas das 18:00. Eu inicialmente tinha pensado em ir de ônibus, porém trem se mostrou uma solução bem mais viável e eu explico porque. Se você olhar no mapa, Bratislava fica bem no meio de Vienna e Budapeste. Então, a passagem de ida pra Vienna era 13,50 euros e a ida e volta (return) era 13,00 euros. Não, eu não errei os valores, ir e voltar é mais barato que só ir, sendo assim, compramos trem, e teríamos por volta de 1 mês de validade pra usar a volta. Você não fica obrigado a ir em um horário específico e isso é vantajoso. 

Entramos no trem e com o calor infernal que estava tentamos abrir a janela. Não conseguindo, perguntando pra uma senhora ao lado, e ela perguntou "brasileiro?". Com aquele sorriso de satisfação em encontrar brasileiros respondemos positivamente. No tradicional reconhecimento para sabermos de que parte do Brasil são as pessoas, descobri que a senhora era da Paraíba. Não só da Paraíba, como do interior, um cidade que fica bem perto da cidade do meu pai chamada Patos. Embora hoje em dia ela more em Brasília, ela é paraibana. Um senhora muito viajada que pelo que nos contou já viajou bastante pra vários lugares do mundo.

Enquanto meus companheiros de viagem cochilavam, eu devaneava sobre o rumo da viagem, atentava as pontes que passávamos de trem, outrora só vistas em filmes e também aproveitei esse tempo pra escrever meu cartão postal de bratislava e fazer minhas tradicionais anotações da viagem.

Logo chegamos na estação final de trem, que era relativamente central. Compramos nosso 48 hour ticket custando 11,70 euros para pegarmos trem sem medo na cidade. Como havia lido em vários cantos, não vi ninguém tendo seu ticket pedido ou qualquer tipo de fiscalização. Você compra, valida a primeira vez e vai ganhar a data de validade, ou seja, 48 horas depois do primeiro uso. Sempre mantive comigo dentro da bolsa da máquina, mas não me pediram. Não tenho nem o que falar do sistema de metrô de lá. É conhecido como um dos melhores da Europa e realmente conecta a cidade de ponta a ponta. Não usei muitas linhas senão a verde e vermelha.

Metros e metros da lindíssima constante PI no metrô de Vienna.
Perdemos um tempo até acharmos nossa estação no mapa e mais algum tempo pra achar a de destino. Tudo escrito em alemão não ajudava. Quando finalmente entendemos qual linha deveríamos pegar, faltou saber o sentido, e aí rolou aquela mímica rápida com uns alemães que falam um pouquinho só de português. Corremos, validamos os tickets e no fim perdemos o metrô. Felizmente, os metrôs passam com muita frequência, inclusive, o tempo máximo que esperamos uma das vezes foi 8 minutos. Transporte de qualidade. Alguns milhares de quilômetros de distância depois uma nação brigava por melhores condições, e não era apenas por causa de 20 centavos.

Saindo da estação, não foi difícil encontrar o A&T Holiday Hostel o qual recomendo por inúmeras razões. Na nossa viagem iam ser 4 pessoas, porém uma desistiu bem próximo a data de partida, então fomos cancelando 1 vaga nos hostels e quando chegamos pra pagar nesse, eles haviam descontado até o depósito inicial que a gente faz pelo Hostelworld. Mais honesto impossível. O Hostel era mais Hotel que outra coisa. Milhares de quartos, bem dispostos em cada andar. Ao entrar neles, surpresa ao ver tudo novo e em perfeitas condições. Banheiro só nosso e muito bem limpo. Um sonho. Um único defeito: a internet só pegava no lobby. Pelo menos assim, socializaríamos com estrangeiros.

Já era meio tarde e estávamos famintos. Foi só o tempo de subir, tomar um banho pra tirar o suor e descer novamente. Chegamos nas ruas perto à estação e a minha primeiro impressão de Vienna não foi nem um pouco boa. Pessoas estranhas nas esquinas, uma cidade completamente suja e feia. Tentamos comer algo típico mas a única coisa aberta era Mc Donald's. Comi um hambúrguer chamado Royal TS que era muito bom. O dia seguinte prometia, e nossa primeira missão foi arranjar o que comer no café. Primeiro passamos num mercadinho de esquina que tinha um senhor alemão muito simpático embora não falasse uma palavra de inglês. Brincando de Imagem e Ação, um de nós conseguiu o que comer, enquanto eu segurava fortemente o riso diante daquela situação cómica onde duas pessoas tentavam se entender mais por mímica do que pela fala.

Aprendi que algumas palavras em alemão são bem parecidas com inglês e português. Por exemplo, queijo em alemão é käse e pronuncia-se "quiza"; Já pão que em inglês é bread em alemão era brot. Por isso que essa galera de intercâmbio - eu - aprende mesmo no dia a dia. Tinha um supermercado virando a esquina também chamado Zielpunkt.

Primeira parada: Naschmarkt

Pra começar bem o dia, fomos ver o maior mercado ao céu aberto de Vienna, obviamente pra procurar coisa gostosa pra comer. Metade do mercado é comida fresca, e tem literalmente de tudo: cerveja, sabonete, essência, temperos, queijos, carnes, frutas, legumes. A outra metade são mais mini-restaurantes.



Nessa segunda metade encontrei uma doceria. Parecia cara, mas tava muito bonita, e entrei. Economizar pra quê? Dentre os milhares de doces bonitos, pedi um aleatório, que foram uns cones - terceira foto do lado de uns troços rosas. Acho que eu paguei 1,20 euros naquilo, mas tava tão gostoso e muito dificilmente terei um igual em outro canto do mundo. 




Depois dessa passagem rápida, fomos pro Palácio de Schöbrunn. Saindo da estação de metrô 'esbarramos' com outro um casal de brasileiros. Falei isso só pra vocês saberem que Vienna estava cheio de brasileiros. Primeiro eu mostro as fotos, depois eu falo de lá, porque fica mais fácil de ilustrar o lugar.




Os jardins de lá são simplesmente gigantescos. Gigantesco é o que você imagina por gigantesco vezes 2. Bem no meio de tudo, tem essa fonte de presença estonteantes. Vienna foi o lugar que mais fiz Air Guitar. A primeira foi bem por perto da fonte.

Não deem zoom no meu rosto, por favor.
Antes de subir essa morro do capeta pra chegar lá em cima, do lado direito tinha uma das coisas que eu mais vinha esperando nessas últimas viagens. Algum palpite? Labirintos *-* Então, paguei 3,30 euros com desconto pra estudantes, se não me engano. Éramos três, e logo na entrada do labirinto nos dividimos claro, eu numa direção e eles dois em outra, mas no fim das contas a gente se encontrou perdido lá no meio. Depois de uns bons 15 minutos a gente conseguiu encontrar o ramo que levava até o centro do labirinto onde havia uma plataforma elevada a qual possibilitava uma vista privilegiada de todas as entradas e caminhos.




A questão é que na hora que você se perde você pode usar de três táticas: lançar faíscas vermelhas no ar ~potterheads~ Colocar uma mão na parede do labirinto, escolher uma direção e seguir sem tirar a mão ~posers~  e Por último deixar a Guitarrinha te guiar ~ninjas~




Trocando de um labirinto pra outro - há um série de labirintos dentro desse "lugar" - chega-se à um labirinto voltado para truques e "armadilhas". Pra entrar, já tem um sensor de movimento, e assim que você passa, aquele jatinho refrescante de água gelada. Há quem tenha sido pego de propósito só pra levar água nos pés.


Depois tem uma série de espelhos, que você pode se enxergar de vários ângulos. Foto no espelho pra postar no facebook só que não.


No meio mesmo do labirinto, tinha uma fonte e um 'pedal'. Com quanto mais força você empurrava esse pedal mais alto a fonte jogava um jato de água pra cima.


Por último, e pra fechar com o 'single' do Expresso Londres, havia uma espécie de placas de metal que representavam as notas musicais, e de uma cidade com influência nesse aspecto, não podia faltar uma música do requinte de Mozart. Não se iludam.


Saindo da diversão, subimos aquela fonte pra tirar mais algumas fotos. Detalhe que na maioria dos lugares não podia tirar foto/pisar, no entanto descobri um padrão diferenciado na educação austríaca que não se encaixa no padrão europeu. Talvez tenha chegado mais brasileiro do que eu imaginava na cidade.



Agora não havia outra alternativa senão escalar o morro em direção do The Glouriette. Não sei o que estava acontecendo no dia, só sei que havia milhares de jovens usando esse monumento como modelo para desenhos. Talvez fosse algum trabalho, mas tava todo mundo lá rabiscando e até pintando esse monumento. No caminho deu pra tirar foto legal lá de cima.



Esse lugar abriga um café muito rico que só serviu pra me explorar na hora de comprar outra água. Estava absurdamente caro, porém a sede não dava trégua e eu tive que pagar 2,80 euros numa garrafa d'água. Aqui foi o momento da reflexão, sentar no gramado da sombra, refletir sobre a vida, e o que estava pela frente.

ATUALIZADO! 27/06/13

Voltamos pra estação de metrô agora procurando um lugar pra comer. Sem opção e nem informação fomos ser explorados no centro de Vienna. Depois de muito caminhar sem saber onde estávamos indo, algo semelhante a um pub apareceu com muitas pessoas sentadas, muitas pessoas geralmente significa que o lugar é bom e a comida não tão cara. E assím foi. Comemos algo típico chamado Wiener Chicken Schnitzel que se assemelha a um frango empanado, acompanhado de um limão cortado e arroz ou fritas. A fome era tanta que nem lembrei de tirar foto pra mostrar pra vocês, mas se tiverem a oportunidade eu recomendo. O nome do lugar era 1516 e só sei dizer que ficava no centro de Vienna.

Seguimos então para o roteiro luxo de Vienna, e porque não começar pela Swarovski? Talvez você seja como eu antes da viagem, sabendo muito pouco quase nada sobre essa marca em tese famosa pelo menos pelas mulheres. Bem, essa é uma companhia muito conhecida pelo refinamento produzido em seus cristais, e também pelos preços absurdos mundo afora. Voltando as influência das telonas, talvez você tenha visto algo dessa marca no filme o Fantasma da Ópera e talvez você possa confirmar aqui. No Brasil, também é costume ouvir que alguém colocou cristais Swarovski em vestido e coisa e tal. 

Enfim, fui nessa loja por ir, mas a verdade é que quando cheguei lá me surpreendi com os preços. Havia uma menina em nosso grupo, e ela fez a festa por lá. Ou seja, nunca vá com a sua namorada nesse tipo de coisa, nem com mãe, nem com nenhum ser feminino que possa a vir lhe extorquir. Comprei algumas lembranças especiais para pessoa especiais que não podiam ser esquecidas. Legal que gastei com todo mundo menos comigo UHSAUH

Há duas lojas nessa avenida principal, mas acho que essa é a maior!
Vamos fazer uma linha pras crianças também conseguirem extorquirem os pais...
...que tal algo relacionado com a Disney?
Quando eu falei que não tinha comprado nada pra mim eu brinquei, na verdade
eu comprei esse singelo dragão de 18000 euros. Mas somente porque ele voava e
soltava fogo. Mentira, mas nem que eu vendesse todos meus órgãos eu conseguiria
arranjar essa quantia. Só de olhar pra foto, ainda sinto o ofuscamento nos meus olhos.
Apesar de já estar completamente morto e já querendo desistir do dia e ir pro Hostel - sim, essa era minha vontade na hora - continuamos na nossa lista dos 'must'. O próximo item era comer um sobremesa, muita conhecida entre os chocólatras do mundo inteiro (detalhe que eu também não conhecia até pesquisar sobre Vienna) chamada Sachertorte, claro que teria de ser comida no Café Sacher do Hotel Sacher. Sentamos, mal abri a boca e o garçom já adivinhava que iriamos pedir a mesma coisa que a maioria, senão todos os turistas chegam pedindo. Num flash, 3 apetitosos pedaços de torta se encontravam bem dispostos na mesa à nossa frente, acompanhados de um singelo copo d'água tamanho infantil. O que daí se seguiu foi a tragédia: ninguém gostou. O chocolate tinha um pouco de gosto de ameixa, e eu não gosto de ameixa. Bem, valeu a experiência, ganhei um copo d'água grátis - eu tava com sede - e nas palavras da minha amiga, pagamos 4,90 euros pra usar o banheiro chique do Café Sacher. Obs.: Minha mão ficou com um cheirinho excelente de sabonete o resto do dia. #FaveladosEmVienna 

O Chantilly tava um delícia, e esse selo de chocolate também era muito bom.
Mais uma voltinha no centro e deu pra descobrir muito mais coisa legal, como por exemplo, Stephansdom que pra variar era outra igreja em reforma, porém de forma nenhum estou desdenhando da beleza da Igreja, apenas a revolta de estar sempre em manutenção, embora isso também signifique o cuidado da cidade com os patrimônios culturais.



Essa foto teoricamente foi tirada fora da lei. Porém, todos tiram foto, até porque
tinha uma barreira e ninguém conseguia chegar mais perto do fim.
Havia ainda um monumento chamado Pestsäule...


...e uma pequena Igreja - a qual não sei o nome, porém fica bem perto da primeira que mostrei e próxima a essa escultura também.


Esse sol de fim de tarde estava dando um toque especial às minhas fotos :) Próximo daí também tirei outras fotos interessantes e curiosas.


Sempre havia um 'bebedouro' desse espalhado pelas ruas. Afinal, eles tem
plena consciência do calor que estava fazendo naquela cidade
Depois desse esforço extra para aproveitar o máximo da cidade, já era mais que hora de voltar pro Hostel. A próxima missão era arrumar o que jantar, e porque não ir num mercadinho aleatório, falar com mais uma pessoa aleatória que não sabe inglês e muito menos português? Acabei descobrindo meio que um folhado de queijo, que parecia queijo coalho *-* Fazia tempo que eu não comia uma coisa tão falsamente brasileira. Na volta pro hostel, comecei a reparar que as lâmpadas da rua da cidade ficam suspensas por fios bem no meio da rua, e também fiquei imaginando quantas ruas eles teriam que fechar pra trocar uma lâmpada que queimasse.

Encontramos duas inglesas no hostel = hora de treinar o inglês. Um noite de sono depois, acordei disposto pro dia seguinte e também descobri que tinha adormecido dentro do quarto com a chave eletrônica, e havia deixado meus companheiro do lado de fora. Felizmente tudo foi resolvido sem que eu sequer acordasse. Descobri isso a partir da reflexão do dia seguinte em que me perguntei como as pessoas teriam entrado no quarto sem a chave.

Ida ao supermercado novamente pra arranjar aquele café da manhã e porque não tomar sorvete no café? Assim, tinha uma sorveteria que estava sempre lotada de gente em frente a estação, e também vimos propagandas dela no metrô e pela cidade, eu não ia deixar de provar do sorvete. Comprei mas talvez minha combinação de Vanilla e Flocos não tenha ajudado, porque não gostei muito do sorvete da Tiche.

Próximo destino: Prater.


Famosa roda gigante com cabines de madeira.
Prater significa 'parque da cidade' e dentro do parque outro parque, só que de diversões. Quem acompanhou minha viagem pra Manchester viu que eu fui no Star Flyer, e foi o ponto de adrenalina da viagem. Não podia deixar de faltar o pico de adrenalina nessa, e fui num brinquedo simplesmente porque ele parecia que nos molharia. Veja o que o calor faz com as pessoas. Como os brinquedos ficam um do lado no outro, não dá pra você saber o que é de um ou o que é de outro, então a gente foi meio que na cega. 


O que parecia ser uma simples quedinha se transformou num troço que subia você num elevador dentro da bóia até muito alto lá na pqp dos céus.


Passou o sustinho inicial de subir num elevador sem saber, começou realmente a volta no brinquedo. É mais ou menos um bote com espaço pra várias pessoas, a questão é, na primeira curva que surgiu o bota bateu e começou a girar mais rápido que beyblade, e simplesmente não parou. Cada nova batida numa curva, era uma medo do bote decidir fugir dos 'trilhos' e querer voar. Muito roda roda depois, chegamos na quedinha d'água que antes parecia ser o menor dos nossos problemas.


Ah, tinha uma Madame Tussads aí no parque também.


Comprei cartão-postal de Vienna nesse parque, porque acreditem ou não, não achei nenhum próximo de bonito no centro. A próxima parada foi num lugar que tinha um Post Office pra mandar meus cartões pro Brasil, só que dessa vez me preveni e tirei foto :D

Notem a diferença entre o primeiro...
...e o segundo. Nem se compara.
Se quiser saber o que tem escrito no segundo procura no google que ninguém aqui é seu empregado. Brincadeira SUHAUSH É porque meio que adoro esse meme. Significa: "Gastei tanto dinheiro em Vienna que só pude comprar metade desse cartão-postal." Uma verdade verdadeira.

Fomos no falado Museunsquartier ou seja, o quarteirão de museus. Não fui em nenhum museu, queria logo avisar. Andamos em direção ao lugar e vimos alguns prédios bonitos, e descansamos debaixo da sombra de uma árvore como metade dos viennenses estavam fazendo, porque a outra metade estava de trajes de banho pegando um bronze no sol, enquanto nós morríamos de calor e rezavámos por chuva.


Minha foto predileta da viagem. :D
Vienna é conhecida por ser o berço de grandes nomes da música como Mozart, Schubert e Beethoven. É claro que eu não ia deixar de fazer um grande favor a pedido do amigo Mozart e tocar guitarrinha com ele.


A gente acabou voltando na Swarovski - eu odeio ter que escrever esse nome porque erro 500 vezes trocando letra desabafo - pra comprar mais lembrancinhas convencido pela única mulher do nosso grupo. Mais euros foram gastos. O que se seguiu foi um momento lamentável da viagem, fomos comer no Mc Donald's por estamos falidos, e meus amigos foram mal-atendidos pra não dizer maltratados. Uma particularidade da cidade espero, mas não poderia deixar de comentar. Voltamos pro Hostel pra buscar nossas bagagens. Enquanto isso, pedíamos informações sobre os próximos trens para Brastilava, afinal íamos usar o 'return' que eu citei na última postagem. E eu achando que nosso dia terminava ali, não fazia ideia do que viria pela frente.

Descobrímos que tínhamos que correr e corremos. Eram 4:30 p.m. Foi aí que descobrimos a diferença que 1 minuto faz na sua vida. Leiam atentamente. Chegamos na estação, e o metrô tinha acabado de partir. 2 minutos depois, já íamos em direção a estação de trem. Saímos correndo pela estação e quando chegamos, o trem para Bratislava havia acabado de sair. Com isso, já concluímos que perderíamos o trem de Bratislava -> Budapeste e teríamos que esperar 2 horas a mais pelo menos. 30 minutos depois sai o trem de Vienna. Essa riqueza aqui de dois andares. Eu nunca tinha visto.


Trem com wifi minha gente. Uma hora e meia depois, voltamos a Bratislava, porém para nossa sorte estávamos numa estação aleatória, e não na principal. Rir é a melhor coisa nesses momentos de ódio da vida. Depois de uma fila enorme de informação, descobrimos o ônibus que nos levaria até a estação principal. Chegando na parada, adivinha o que tinha acabado de passar? O nosso ônibus ÊÊÊÊÊÊ Quem riu da minha desgraça alheia, se prepare que o mundo gira :) Não demorou muito tempo, e chegamos na nossa estação mesmo. Compramos nosso trem que deveria sair as 8:50 p.m. Mas como o destino decidiu tornar nossa vida difícil naquele dia o que aconteceu? Ganhamos de presente um atraso de 2 horas no nosso trem. Quanto amor, vida? Porque me amas tanto? 


Primeira coisa que eu fiz foi tirar meu tênis e por uma sandália. Deixa eu ilustrar o cenário pra vocês. Eram 10 pras 9 da noite, e se o trem chegasse em Budapeste no horário esperado chegaríamos de 1 da manhã. O hostel não tinha recepção 24 horas, então não havia garantia que teríamos alguém para abrir a nossa porta naquele dia. Eram muitas variáveis. Podíamos simplesmente ir pro hostel que passamos a noite em Bratislava e no outro dia pela manhã viajar.

Será que eles foram para Budapeste no mesmo dia ou será que preferiram o caminho seguro e dormiram em Bratislava? O desvendar dessa história você só vê aqui, no próximo post do Expresso Londres. Deixo com vocês meu texto reflexivo de Vienna. Até a próxima.

Não há como negar a beleza clássica de Vienna, muitas vezes dita até como um exemplo a ser seguido. É fácil ver as inúmeras opções de roteiro que variam do luxuoso até as simples caminhadas pelos pontos importantes da cidade. O que a cidade não te dá opção mesmo é nos preços, uma cidade cara ditada por um alto padrão de vida que até tenta te compensar com transporte de qualidade mas não preenche completamente as expectativas.

Por tudo que Vienna chega aos nossos ouvidos, é impossível não esperar muito. Acho que o Palácio de Schöbrunn atende à esse recado, surpreendendo completamente qualquer que fosse a ideia que você tivesse do lugar. Uma beleza que te estapeia com luvas de pano, e não deixa a desejar nos mínimos detalhes principalmente em entretenimento, afinal abriga um complexo de labirintos e até um zoológico.

Outro destaque vinculado à capital austríaca é a empresa de cristais Swarovski a qual você pode até não ter conhecimento mas com certeza já ouviu falar. Um perfeito símbolo da cidade, caro, luxuosa e sofisticada. Parada obrigatória no centro, mesmo que seja só pra dar uma olhada curiosa nas vitrines, certos itens revelam-se ótimos negócios levando-o a deixar algumas dezenas de euros, e para os mais afortunados quiçá algumas centenas.

A Sachertorte (ch com pronúncia de rr) fisga pela fama mas não faz jus no sabor. Porém, comê la no original Café Sacher te traz o ambiente sensacional que a cidade tenta te proporcionar a cada instante, embora 4,90 euros só te renderão uma fatia e um copo de água.

Eu não consigo dizer labirinto com uma expressão que não a de ansiedade, excitação e mistério, tudo isso combinado num sorriso largo e verdadeiro, acompanhado de olhos brilhando. Labirinto para mim é proporcionar-te a melhor sensação em estar perdido; É me indagar se estou indo na direção certa; É não cansar de tentar cada vez novas possibilidades; É fazer metáfora com a vida sempre. Chegar no meio do labirinto - que era o objetivo - foi extremamente gratificante. É como olhar pra sua vida do seu último suspiro e ver todas as coisas que você podia ter feito.



Confira outros destinos na seção Já Fui.

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Um comentário:

  1. "Há quem tenha sido pego de propósito só pra levar água nos pés." ahauhuhuhauahuauahau detaalhees! =X

    e o "nao se iludam" da composição foi o melhor! ahuhauahuahua

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