segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ai se eu te pego, Warsaw!


Nome: Varsóvia/Warsaw
País: Polônia/Poland
Língua Oficial: Polaco
Moeda: Zloty



Warsaw estava ali bem no meio da minha viagem, e logo depois do planejamento achei que ia poder descansar mais tempo lá, afinal não ia ter muita coisa pra ver, não ia ser tão legal quanto as outras cidades, e idiotices desse tipo. Manter as expectativas baixas é uma das melhores estratégias do mundo, nem que não seja proposital, te permitindo ter grandes surpresas - como eu tive - e descobrir as maravilhas que o mundo desconhece. Prepare-se, hoje eu vou te convencer a ir à Polônia. 

Foi ouvindo sobre o papel que a religião exercia na vida dos poloneses que eu pude perceber que a mesma coisa acontecia no Brasil, e que dificilmente a gente percebe a influência que a religião tem em certas atitudes no nosso dia a dia. 94% dos poloneses acreditam em Deus - com um número absoluto de católicos - e metade deles vão a Igreja pelo menos uma vez por semana. Talvez os brasileiros já não sejam mais tão fervorosos, porém compartilham bastante semelhanças.

Segundo a guia, a influência é tanta que até na hora que políticos precisam justificar decisões, abertamente se apoiam em preceitos cristãos, quando em tese, o Estado deveria ser laico. Como prova dessa imersão na política, há uma foto de um famoso político polonês que carrega no seu terno um broche em devoção à Black Madonna (Virgem Negra). Não só ele é devoto, a Polônia inteira é. Todas as Igrejas católicas por onde passei havia uma réplica dessa obra, e a crença é tanta que a guia contou de um costume que estudantes - não se resumindo apenas aos católicos - tem de pedir ajuda antes de provas difíceis e agradecer depois de bons resultados. Natal, Páscoa e feriados também carregam um simbolismo religioso na tradição de se passar com a família, mas uma vez distintamente das pessoas serem religiosos ou não.

Uma personalidade conseguiu carregar e talvez manter essa fé ainda mais viva: João Paulo II. Todo mundo o conhece como o Papa, mas na Polônia ele tinha um significado diferente, porque ele era polonês e claro que os poloneses sentiam um vínculo mais forte, chamando-o de 'O nosso Papa'. Assumindo o posto desde de 1978, muito gente lá nasceu e cresceu com esse homem, e nem é possível tentar explicar a devastação que foi quando ele morreu.

Esse conjunto de fatores 'modernos' contribui pra manter a religião como um fator consolidado, mas a base disso se construiu durante as guerras e um pouco antes disso.

"Até a Primeira Guerra Mundial, a Polônia simplesmente não existiu. Falar polonês era punido como crime. Demonstrar orgulho nacional era proibido. Mas a identidade polonesa sobreviveu na clandestinidade. Uma forma de preservá-la era ler a literatura épica de autores nacionalistas. Outro ato de amor à pátria era ser católico. A Polônia é um país majoritariamente católico há mil anos e está cercada por vizinhos protestantes e ortodoxos. Ser católico sempre foi sinônimo de ser patriota. Uma oração solitária dentro de casa era uma forma de resistir. (Trecho retirado de O Papa e a História)"
Partindo dessa transição da religião para a guerra surge outra característica polonesa digna de ser admirada: O Nacionalismo. O orgulho deles é tão forte que um dos dias mais importantes do ano é baseado numa derrota, 1º de Agosto de 1944, quando começou o Warsaw Uprising. Uma tentativa durante a Segunda Guerra Mundial de se livrar do domínio alemão onde as probabilidades de vencer eram quase impossíveis, e todos sabiam disso, mas eles preferiam morrer com dignidade à continuar naquele regime absurdo.
W-hour (Hora W) corresponde às 17:00 e marcou o início da revolta. Depois de algumas horas de luta, os civis decidiram ajudar a "Polish Resistance Home Army" construindo barricadas possibilitando uma estratégia mais defensiva. Essa revolta não duraria muito, e exatamente 63 dias de agonia e sofrimento depois, a única diferença vista era a baixa na população e a destruição completa da cidade. Uma revolta que tinha como objetivo não só a independência dos alemãos mas também barrar a entrada soviética. Resultado: em janeiro de 1945, 85% da cidade estava destruída, e nada havia sido conquistado.
Tive a sorte de estar no começo de agosto em Warsaw quando os cidadões enchem os marcos de barricadas com flores. Warsaw não esquece sua história, e muito menos a coragem daqueles que um dia deram suas vidas pra tentar fazer a diferença. Todo 1º de Agosto às 17 horas, uma sirene toca pela cidade e durante um minuto as pessoas param tudo que estão fazendo e ficam em silêncio em sinal de memória. Também presenciei a filmagem do filme City 44 que vem sendo muito esperado pelos poloneses pois retrata  justamente toda a história do Warsaw Uprising. Inclusive, vários civis se dispuseram a encenar de graça pra ajudar o filme a ser desenvolvido, e uma curiosidade é que serão 63 dias de filmagem, o mesmo número de dias que durou a revolta.
Se tive uma coisa que eu aprendi viajando é que você nunca deve subestimar qualquer cidade do mundo, pois ela certamente vai ter algo a te acrescentar, ainda mais se for uma capital. Warsaw tem muita coisa interessante, e  nesses dois fenômenos eu decidi dar mais atenção - ao invés de apenas riscar a superfície - porque foram as coisas que me marcaram e certamente não vão me deixar esquecer dessa cidade incrível nem tão cedo. Warsaw talvez entre fácil no seu coração, mas cuidado, uma hora ou outra ela pode querer se apossar dele!
The Little Soldier
Chegando em Warsaw de Trem partindo de Praga
Quando eu fui comprar o ticket desse trecho, aceitei a brilhante ideia de pegar um trem noturno, o que significa que eu iria ter que dormir no trem, mas brilhante ainda foi decidir ficar num cadeira ao invés de reservar uma cama em um vagão propício. Comprei por aqui (http://www.cd.cz/). Estrago feito, não tinha muito o que fazer. O trem partiria as 22:00 e chegaria as 7:00 do dia seguinte. Tudo parecia ótimo quando meu assento e o da minha companhia eram numa cabine de seis assentos só que não havia mais ninguém lá. Poderíamos dormir deitando sobre os três assentos e sermos felizes, mas felicidade de pobre acaba rápido, logo apareceu um casal estranho e tomou duas cadeiras da ponta.
Como foi logo no começo da viagem, quando ainda estávamos no processo de arranjar sono fazendo outras coisas, não teve muito problema. Estou com medo de descrever o que vem a seguir e tornar esse blog impróprio para menores de 18 anos, mas vamos lá. O rapaz começou a tirar os sapatos da mulher e massagear os pés dela, e depois de um tempo a mulher se levantou do nada e montou no rapaz. Sim, meu caros leitores espantados, imaginem eu que estava do lado. A moça resolveu tirar um cochilo (?) montado no rapaz, claro, normal, todo mundo faz, vamos montar no parceiro e dormir, numa cabine com duas outras pessoas.
Eu logo peguei um livro, embora continuasse sendo traído pela minha visão periférica. Não sei bem quantos minutos se passaram disso, mas uma parada depois eles foram embora, amém. Assim que eles saíram comecei a rir feito uma criança, primeira fase, depois a vergonha alheia me preencheu, e fechando a cortina tive minha primeira tentativa de dormir.
Foi uma noite terrível, entre momentos que eu acordava sozinho, ou tinha que acordar pra mostrar o bilhete, numa pseudo cama muito desconfortável. Depois chegaram mais pessoas pra cabine e nem deitado eu podia ficar mais, tinha que me apoiar na janela. Pior ainda, muita dor no pescoço. Acabei que fiquei acordado das 5 até a hora de chegar. Uma lição disso tudo: trem noturno só se for com cama e olhe lá!
Hostel
O hostel forneceu instruções bem claras do que fazer depois de chegar na estação de Warsaw, mas a gente foi muito burro e não conseguiu encontrar o ponto de ônibus de primeira. Foi fácil comprar o ticket na maquininha e minutos depois lá estava eu chegando no Hostel.
O nome do hostel era Hostel Helvetia e foi o melhor hostel e o mais barato que eu fiquei a viagem inteira. O quarto era projetado, cada um tinha um locker embaixo da cama, tudo muito organizado, e os banheiros eram excelentes. O café da manhã era simples mas tudo de muita qualidade. Tínhamos acessos a computador, videogame e DVD se quiséssemos. Foi lá que eu assisti pela primeira vez Batman o Cavaleiro das Trevas. :D
Roteiro
Claro que a primeira coisa do dia tinha que ser o que? Free Walking Tour. O Tour começa na Sigmund Column que é uma coluna em homenagem ao Rei Zygmund III que moveu o trono da cidade de Krakow para Warsaw. (Talvez vocês já tenham ouvido falar em Krakow como a cidade cultural da Polônia). A verdade é que a rixa entre as duas cidades surgiu dessa troca de cidade real que aconteceu porque o Palácio Real pegou fogo, então decidiram construir outro em Warsaw, então há pessoas de Krakow que até digam que foi tudo forjado pra haver a troca.
O Palácio Real fica bem ao lado, e depois de uma olhada superficial, não tem nada de chamativo. O mais interessante é que o Palácio foi reconstruído depois das guerras e o dinheiro veio da população que começou a doar anonimamente para conseguirem reeguer esse pedaço da história polonesa.
Bubbles
Interessante que no relógio que fica na torre do Palácio às 11:15 todos os dias do ano, aparece um cara que toca um trecho do hino (acho que polonês) duas vezes. Isso porque o relógio do antigo palácio parou exatamente nessa mesma hora, então quando reconstruíram o relógio partiu também desse mesmo horário, e tem também esse leve hino todo dia nessa hora.
O povo adora um sino!
Esse bendito sino é mais um daqueles símbolos de sorte. Olha a malandragem, você tem que dar três voltas ao redor do sino, pulando, em uma perna só. Tá pensando que o sino realiza desejo assim de graça? Tem que fazer papel de palhaço antes, rapaz!
Seguindo em direção à Old Market Square, outra que foi reconstruída exatamente como era antes depois da guerra, você vai encontrar uma (de várias) sereia bem no centro da praça. Essa sereia guerreira é o símbolo de Warsaw.

A lenda dela é meio sem graça, mas o significado de símbolo de garra e confiança que representa a cidade é bem legal. Falam também que ela é a irmã bad-ass da sereia em Copenhaguen. Claro que agora eu tenho a obrigação moral de ir visitar a irmã dela e mandar lembranças, né? Quem concorda?

 Guitarrinha à lá saci pererê
Passamos nessa espécie de gate/ponte que tem algum nome relacionado com cachorro :S Aproveitei pra fazer minha guitarrinha à lá saci pererê porque gostei do local.

Além do Papa João Paulo II que se você não sabia, agora deve saber que é polonês, quem mais te lembra da Polônia? Deixa eu te dar uma dica: Química. 

Museu da Marie Curie
Marie Curie. A famosa alquimista que descobriu os elementos Rádio e Polônio. E você achando que era coincidência que o nome do segundo elemento fosse esse. Bobinhos. Ela era polonesa, mas tinha esse nome francês, porque casou com um. Ela foi a única pessoa até agora a ganhar dois prêmios nobel em categorias diferentes, não me perguntem em quais. Essa foto aí em cima é do museu dela lá em Warsaw.

Bem aí ao lado era a rua que estavam gravando o filme City 44 que eu estava falando um pouco antes. Era bem perto daí também que tem um milk bar que eu não consegui comer :( Bem, pra quem não saber, milk bar é um tipo de restaurante comunista que serve comidas muito baratas, e vinha bem a calhar numa época como aquela. Hoje, alguns permanecem, porém cada vez mais desaparecem já que não conseguem lidar com os altos alugueis. Eu planejei comer nesse, só que as filmagens meio que fecharam o restaurante, fazer o que?

Little Soldier
Ali perto também tem o monumento do Little Soldier (Pequeno Soldado). É meio chocante ver uma estátua de uma criança em forma de soldado segurando uma arma. Os poloneses, no entanto, veem com outros olhos, como eu já falei, um sinal forte de patriotismo. As flores, guirlandas e tudo mais são em homenagem ao Warsaw Uprising, como eu também já expliquei lá em cima.

Nem preciso dizer que estava muito calor em Warsaw né? Pra variar. A cidade organizou umas mangueiras de bombeiro, sei lá, algo do tipo que ficava jorrando água eternamente. Eu passei por essa mangueira aí muitas vezes, e nem uma das vezes que fui faltou uma criança tomando banho. O legal é que os pais incentivavam, e até entravam na brincadeira. Era muito lindo de ver. Teve um neto que levou a avó numa cadeira de roda pra passar pelo jato, e todo mundo se divertiu. Teve até uma noiva e noivo que estavam tirando fotos pela redondeza e decidiram aderir. 

Arco-íris bumbunesco
Eu só fui uma vez, porque estava com dor de garganta. Infelizmente, mesmo tendo preparado meus remédios pra levar na viagem, acabei esquecendo, e chegando em Warsaw tive que ir numa farmácia, de todo jeito. Pra minha sorte, a mulher não falava inglês, então apontado pra minha garganta, ela me trouxe umas pastilhas que eu fiquei tomando de 3 em 3 horas. Voltei só no hostel pra pedir pra recepcionista ler e ver se não era veneno. Uma das recomendações era que não podia estar grávido, mas tive que arriscar a vida do meu neném pra curar minha garganta. Coisas da vida.

Também nessa área, havia um lindo Pizza Hut. :))))))))))))))))))))) Felicidade eterna. Praticamente todas minhas refeições foram lá - me julguem por não estar comendo comida local - mas eu tentei duas vezes comer em restaurantes típicos, mas uma foi a do milk bar e a outra tava lotado. Fui ser feliz comendo pizza e massas, ricamente, porque a moeda da coitada da polônia é EXCELENTE pra ser rico. Ficamos lá aguardando o pôr do sol, e a foto mais linda chegou.

Foto mais linda de todas!
Já no outro dia fomos até o distrito de praga. Tomei um caminho bem longo em que pudesse caminhar bastante, mas com exceção da ponte que ventava bastante, morri de calor no resto.

Ponte legal
Depois de andar, andar e andar...

Estátua legal
E andar mais um pouco, chegamos na Praga Catholic Cathedral. A Catedral é muito foda só porque ela tem uma torre com uma coroa 'entalada'. Ela é muito linda. Vale a pena visitar, e o interior da catedral é massa e de graça.

Frente da Catedral
Notem que tem outra mangueira daquela de se refrescar.

Lateral da Catedral
A torre com a coroa tá aqui!

Próximo a essa catedral tem outra catedral só que a ortodoxa, Orthodox Cathedral

Tão vendo que as portas estão fechadas?
A história de como eu entrei nessa Catedral é muito estranha. Primeiro que tinha um casal checando todas as portas pra entrar, mas como ele não teve êxito, nem me dei o trabalho de repetir as ações. Logo depois de eu tirar essa foto, lá vinha umas três senhoras beatas com o padre, provavelmente. Ele abriu a Catedral pra elas, e eu logo me aproximei até a porta pra ver se ele ia me deixar entrar, porém logo vi um cartaz dizendo que não podia entrar de short nem de sandália, e adivinha o que eu estava vestindo? Fiquei lá na porta então, só curiando, porque não ia ter jeito, até que o Padre aparece do nada e simplesmente faz um sinal para que eu entrasse.

Que cara do bem! Eu achei que ele não ia me deixar entrar nunca, e tal, só que mais uma vez Warsaw me surpreendeu. A Catedral aparenta ser grande mas é minúscula internamente. Vejam.



As beatas gaiatas!
Depois daí, fomos num shopping que ficava ali perto. Primeiro shopping que eu fui, eu acho, em outra país que não o UK. Comi e voltei pra luta que é ser turista. Caçando coisas legais no mapa descobri algo que eu nunca esperava encontrar: ursos. Melhor, ursos no meio da rua. Vivos e soltos. Ok, exagerei.


Eu quis dizer no meio da calçada e soltos dentro da casinha deles, mas mesmo assim! Eles ficam ali só fazendo charme pra gente se abestalhar e ir pro zoológico. Eles quase conseguiram, eu fui ainda até a porta, mas desisti porque estava morto de cansado e absolutamente exausto no calor que estava.

Urso 1: preguiçoso e antissocial
Urso 2: Observador.
Urso 2: Fotogênico e Simpático. Foto de perfil!
Esses ursos estavam melhor que eu nadando naquele calor da mulesta. Enfim.

Ponte voltando!
Voltando na outra ponte dá pra ver ao longe pela ponte que eu vim (Tá vendo como eu andei pra porra?) e também dá pra ver o estádio ao lado.

Agora vou exigir ainda mais da sabedoria de vocês. Quero mais duas personalidades famosas da Polônia. Vamos lá. Dica do primeiro. É o senhor dessa estátua abaixo.


Ok, Copérnico. That's all. Agora me digam o segundo. Um famoso compositor.



Se vocês entenderam bem o compositor é Chopin, nessa tumba ficou guardado o coração dele. Quando eu falei lá em cima: "Warsaw talvez entre fácil no seu coração, mas cuidado, uma hora ou outra ela pode querer se apossar dele!" eu falei sério. Warsaw tem essa brincadeira de gostar de corações. Quando Marie Curie morreu em Paris, e recusaram mandar o corpo de volta a Polônia, exigiram que ao menos o coração dela fosse enviado. O mesmo aconteceu com Chopin. Eles tem esse negócio que o coração do povo tem que voltar pra lá e isso me dá arrepios.

Junto a tumba à uma citação de São Mateus: "Where your treasure is, there will your heart be also." (Onde está o teu tesouro, aí estará o seu coração também) Essa história não termina aqui, mas não posso dar spoilers da continuação que vem pela frente (me arrepiando agora mesmo). Quero pedir a todos aqueles que acompanham as viagem do blog que lembrem dessa citação quando eu fizer o post de Roma.


Outra coisa que me marcou em Warsaw foi a musicalidade. Na rua principal que eu ia do Hostel até o centro era simplesmente lotado de gente tocando instrumentos clássicos e sempre muito bem, esbanjando talento, batalhando moedinha à moedinha com toda a concorrência de músicos. E claro que não podia faltar sanfoneiros. Voltando bem rapidinho lá na Old Market Square só pra eu explicar o título do post.

Sábado lá na praça
O sanfoneiro começou a tocar
E ia passando um turista
Tomei coragem e parei pra escutar.

Nossa, Nossa, não tô acreditando
É 'Ai se eu te pego', É 'Ai se eu te pego'
Jesus, Jesus, como isso chegou aqui?
É 'Ai se eu te pego', É 'Ai se eu te pego'


Se você não conseguiu sacar, tinha um sanfoneiro que tocava 'Ai se eu te pego' e de bônus, 'Tchechereretcheche'. E não foi só uma vez, foram pelo menos 3 vezes. Não na mesma hora, ele sempre mudava de lugar, e eu não sei que macumba era aquela, mas toda vez que eu passava ele tocava a bendita da música. Ou eu tenho muita cara de brasileiro, ou foi só azar desse hit em Warsaw mesmo.

Eu só não posso terminar esse post sem antes falar em Vodka. Não sabe-se a origem exata da bebida, mas temos certezas das raízes polonesas. Coisas que aprendi na Polônia: nunca entre numa competição de bebida com um polonês, e só existe um jeito de escapar da proposta "Venha beber comigo". Você tem que dizer que está dirigindo ou vai dirigir, porque em outro caso vão ficar ofendidos achando que você não gostou da pessoa. Hilário. 


O shot que fiquei deve(bebe)ndo foi dessa bebida aí em cima. Falaram que ela é a perfeita combinação com suco de maçã. Se no aeroporto eu tivesse achado numa versão BEM menor eu teria comprado pra provar, mas infelizmente só tinha essa garrafa gigante. Vocês já sabem que eu não bebo, mas não perco a oportunidade de provar de tudo.


A Polônia foi isso tudo de bom. Foi música, foi aula de orgulho, humildade e união. A única coisa ruim foi eu ter ficado com dor de garganta, mas todo o resto contribuiu para uma estadia perfeita nessa cidade fantástica que eu recomendo a todo mundo conhecer. Não hesite, vá ser feliz em Warsaw!


Confira outros destinos na seção Já fui.

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